segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

À espera das explicações de Vítor Pereira

Ilusão, mera ilusão. A suave arbitragem de Carlos Xistra no jogo fc porto – Marítimo, tem um responsável: Freddy Guarín. O médio portista, a poucos minutos do intervalo e com o resultado em 0-0, resolveu testar a sorte e saiu-lhe o euromilhões.
Estou plenamente convencido que, a manter-se o 0-0, com a 2ª parte em andamento, a pressão sobre Xistra iria fazer-se sentir e o árbitro albicastrense provavelmente não seria capaz de lhe resistir.
Aliás, foi isso que aconteceu em Guimarães, no jogo contra o fc porto, em que Xistra influenciou o resultado evitando a 1ª derrota portista, tendo o jogo terminado com um empate a uma bola.
Não por acaso, Pinto da Costa respirou de alívio no final do jogo com o Marítimo e a satisfação foi tão grande que o presidente portista não se conteve, saltou na tribuna presidencial e, no final, esteve na zona mista a prestar declarações que merecem reflexão.
Uma delas tem a ver com o desrespeito evidenciado por uma prova chamada Taça da Liga e, mais ainda, o desrespeito evidenciado pelo profissionalismo dos jogadores do fc porto e dos seus adversários, dizendo que não se importa de perder todos os jogos da competição. Não sei o que têm a dizer a isto os responsáveis disciplinares da Liga??!!
Mas quem não pode passar ao lado destas questões é Vítor Pereira. O líder da arbitragem, que deve estar a agendar a sua conferência de imprensa de balanço das últimas 5 jornadas, tem de explicar, também, a arbitragem de Elmano Santos, no fc porto – Vitória de Setúbal.
Nomeadamente responder a esta pergunta: quando é que um penálti deve ser repetido?
Mas mais, Pereira deve explicar a nomeação de Xistra para um jogo do fc porto, quando este mesmo árbitro foi penalizado por ter beneficiado o fc porto no já referido jogo de Guimarães.
Mais ainda. Ontem, em Leiria, um jogador leiriense joga a bola com a mão dentro da área. Duarte Gomes nada assinala. Caro Vítor Pereira: quando é que as bolas que batem na mão são passíveis de ser grandes penalidades?
Pelos vistos, a favor do Benfica, nunca; contra o Benfica, todas. Pelos vistos, contra o fc porto, nunca; a favor do fc porto, todas.
E as entradas por trás, como as sofridas por Gaitán e Martins, não são passíveis de vermelho? Então, quando é que o são? E o amarelo a Javi Garcia, que o tira do jogo de Coimbra, quando comparado com outras entradas de jogadores leirienses, é ou não suspeito?
Critérios uniformes exigem-se e precisam-se. Vítor Pereira tem de responder e actuar em conformidade.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Xistrema anunciado

No final desta jornada, Vitor Pereira vai agendar mais uma conferência de imprensa. De cinco em cinco jornadas prometeu escalpelizar os “casos” de arbitragem. Espero que já tenha feito o trabalho de casa para explicar a escandalosa arbitragem de Elmano Santos, no FC Porto – V. Setúbal.
Contudo, Pereira começou mal a preparação desta última jornada da primeira volta, que antecede mais uma conferência de imprensa sua. Não me recordo de um presidente da arbitragem responder a um treinador com a indelicadeza com que Pereira tratou Jesus.
Surpresa? Vejam os próximos episódios. Principalmente um que tem lugar hoje, no dragão, entre o FC Porto e o Marítimo, e que é arbitrado por Carlos Xistra. Lembram-se: 7ª jornada e o FC Porto invencível vai à Cidade – Berço. Empata, mas Xistra tira os 3 pontos ao Vitória ao fechar os olhos a uma grande penalidade flagrante sobre Edgar, perto do fim do jogo, entre outros casos menores que prejudicaram os vitorianos.
Pode ser que não, mas esta nomeação traz água no bico. E, como disse Pinto da Costa, este ano “não nos vamos distrair”. A ver vamos…

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Notícias e Futebol

O futebol é imprevisibilidade. É isso que lhe traz magia e espectáculo. Nos últimos dias, algumas notícias em grandes parangonas garantiam que Carlos Martins estava de saída e que Gaitán, em virtude do eventual regresso de Aimar ao River Plate, seria o novo nº 10.
O sortilégio do futebol resolveu trocar as voltas às notícias. Ontem, na Luz, contra o Marítimo para a Taça da Liga, depois de um interregno de Natal e Ano Novo, o Benfica regressou com grande dinamismo, principalmente na 1ª parte.
Isso deveu-se principalmente a dois factores: a alta intensidade e competitividade de Carlos Martins, de novo a titular, e a fazer de 10 na ausência de Aimar, e as brilhantes exibições dos dois extremos, Gaitán e Salvio.
Vá lá a gente entender de notícias e de futebol…!!!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Bagão, a entrevista

Bagão Félix deu uma importante entrevista a “A Bola”. Falou de futebol, claro, do seu e nosso Benfica, do País, da política, do mundo actual e do futuro – para o país e para o Benfica. É uma entrevista actual e incontornável. Para ler, reflectir e guardar. Vai ser importante, no futuro, voltarmos a ela.
Bagão Félix é uma daquelas personalidades que me orgulham de ser benfiquista. Pela sua paixão pelo clube, que não receia expor, para quem já ocupou várias cadeiras ministeriais (e quem sabe o futuro não lhe guarda o desafio de ser candidato presidencial); pela sua serenidade, num mundo agitado, também no futebol; pela sua inteligência aliada ao bom senso, o que é raro; pela sua credibilidade.
De Bagão Félix não é preciso dizer mais nada. Apenas e só se lamenta a sua “reforma” voluntária. O Benfica e o país precisam cada vez mais dos melhores e Bagão é um dos nossos melhores.
Quando se começa a falar cada vez com mais insistência na liderança da Federação, nos candidatos e nos apoios dos clubes, Bagão Félix seria um nome incontornável para Presidente da Federação Portuguesa de Futebol.
O Benfica tudo deve fazer para o levar a aceitar este desafio. Esta vai ser uma luta decisiva para o futuro do futebol português. Quem estiver atento aos peões que se vão jogando (o último dos quais António Oliveira, ex-jogador do fc porto, do Sporting e ex-seleccionador nacional), percebe o “tabu” que Gilberto Madaíl quer alimentar.
Oferecer de mão beijada a cadeira da Praça da Alegria ao nosso principal rival seria um suicídio e estar mais 20 anos mergulhados nas trevas do futebol português. O Benfica tem de estar atento e não se demitir das suas responsabilidades e Bagão Félix está mesmo à mão.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Vamos ajudar Vítor Pereira

Falta uma jornada para Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem, regressar ao palco. Após a jornada 15, a cumprir-se no início de Janeiro, o líder dos árbitros fará o balanço das arbitragens das 5 jornadas passadas.
Vítor Pereira pode aproveitar as férias natalícias para fazer o trabalho de casa. Como esta é um tempo de solidariedade, vamos ajudá-lo. Independentemente do que se passar na próxima jornada, Pereira já tem pano para mangas. E basta centrar a sua análise em dois jogos: fc porto – v.setúbal e paços de ferreira – fc porto.
Nestes dois jogos, as arbitragens de Elmano Santos e de Artur Soares Dias (da AFPorto), tiveram o condão de influenciar os resultados. O primeiro, madeirense, resolveu “ver” um penálti contra o Setúbal que mais ninguém “viu”. Mas não se contentou. Não fosse o diabo tecê-las, mandou o setubalense Jailson repetir uma grande penalidade – coisa rara -, depois de ter marcado na primeira ocasião.
Esperamos, com ansiedade, as explicações de Vítor Pereira. Mas pelo castigo já infligido a Elmano, prevê-se mais uma crucificação do árbitro. Seja como for, já nada retirará os 3 pontos ao fc porto.
Ontem, na Mata Real, Soares Dias “viu” mais um penálti a favor do fc porto que mais ninguém viu – a diferença mínima a favor do fc porto ameaçava esfumar-se e havia que evitar surpresas.
Vamos a ver o que acontece a Soares Dias e o que lá mais para a frente vai dizer Vítor Pereira sobre este lance… É que não foi “mão na bola” (artifício com que os árbitros costumam justificar os seus erros), foi mesmo “pé na bola”. Mais 3 pontos de bandeja para o fc porto. Enfim,! Bom Natal para todos…

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A importância de uma efeméride

Nos dois últimos dias, as manchetes dos jornais desportivos – melhor dizendo, a manchete do único jornal desportivo com memória (A Bola) – foi ocupada não pelo mais recente “provável” reforço do Benfica, mas pelo “único” reforço do Benfica em toda a sua História: Eusébio da Silva Ferreira.
Escrevi dois dias porque a data da chegada de Eusébio a Lisboa – 15 ou 17 de Dezembro -, faz agora 50 anos, está, também ela, envolta em mistério. Seja como for, a “Pantera Negra”, ainda não “Pantera Negra”, aterrou na Portela há 50 anos atrás, rumo à Luz e ao Benfica.
Não se trata de uma efeméride qualquer, nem de um número qualquer – vale a pena comemorar este número redondo, 50 anos. Vale a pena porque Eusébio é Eusébio. Mas vale sobretudo a pena porque ninguém, a não ser o Benfica, tem uma referência tão marcante e ainda entre nós.
Nestes últimos 50 anos, o Benfica viveu anos de glória e de ocaso, altos e baixos, momentos de desespero e euforia. Mas, sobreviveu, hoje mais forte que nunca, mais habilitado que nunca para ultrapassar os tempos conturbados que estamos a viver.
Estou cada vez mais convencido que isso só aconteceu porque o Benfica soube preservar, cultivar e defender a sua memória. Quando olho para a Tribuna Presidencial da Luz e vejo, junto a Luís Filipe Vieira, Eusébio, Coluna, Simões, José Augusto, percebo muito bem porque o Benfica, apesar de todas as vicissitudes, está forte e robusto.
Noutras tribunais rivais, o que vejo são empresários mal afamados, árbitros e ex-árbitros, políticos e quejandos à busca de notoriedade, personalidades impróprias para consumo e ilustres alianças de ocasião.
Quando sei que uma das principais prioridades de Luís Filipe Vieira é o Museu do Benfica, percebo porque este clube, com 106 anos (bem contadinhos), milhares de títulos em todas as modalidades, quase 300 mil sócios, está na vanguarda de todos os clubes mundiais e legitimamente se intitula como “O Maior Clube do Mundo”.
É por isso que a efeméride dos 50 anos da chegada de Eusébio à Luz, que todos os jornais, com maior ou menor destaque, noticiaram, é importante ser lembrada e referenciada. Porque se antes de Eusébio já havia um Grande Benfica, com Julinho ou Francisco Ferreira ou José Águas, a “Pantera Negra” certificou a chancela de um clube único: popular e cosmopolita, interracial, europeu e africano, democrático antes da liberdade. Um clube gigantesco num país minúsculo.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Os "papagaios"

No início da década, Luís Filipe Vieira proferiu uma frase que ficou histórica: “Vou acabar com os papagaios”. Um verdadeiro “soundbyte”, como agora se diz. O Benfica vivia, então, com a pesada herança deixada por Vale e Azevedo, a tentar libertar-se desse fardo duro e pesado. À época, ninguém deu o passo em frente, o clube estava mergulhado em dívidas e o desempenho desportivo era medíocre.
Manuel Vilarinho e Luís Filipe Vieira foram os principais rostos do “governo de salvação nacional”. O primeiro, mais “low-profile”, deixou o trabalho mais complexo e de sapa para o segundo.
Vieira sabia bem ao que ia, tinha um programa, uma estratégia e os instrumentos para a realizar. Porém, com o seu apurado instinto e intuição e a sua visão a médio/longo prazo, percebeu que, no imediato, tinha que acabar com ruído à volta de tudo o que mexia na Luz.
Um ruído interno, de algumas figuras que se julgam (ou julgavam) serem “donas” do clube e eram omnipresentes na comunicação social. Sempre as mesmas caras e vozes que apareciam quando as coisas corriam mal.
Vieira sabia bem que este ruído era prejudicial, insidioso, mesquinho e distraía muitos dos que o rodeavam para o acessório em vez de se preocuparem com o essencial: salvar o Benfica. Em suma, o ruído se não obstaculizava a estratégia, atrasava o processo. E Vieira tinha pressa em salvar o Benfica. Por isso, lançou aquele “vou acabar com os papagaios”.
Não vou aqui referir os nomes de quem eram os “papagaios”, a maioria dos quais, justiça lhes seja feita, está hoje afastada dos holofotes. Estou convencido que Luís Filipe Vieira começou aí a construir e a solidificar a sua liderança à frente do Sport Lisboa e Benfica.
Quando, 10 anos depois, abro os jornais, ligo a rádio e a televisão, e leio, ouço e vejo tantos a lançarem teorias e avançarem soluções que apenas desestabilizam e confundem, vem-me sempre à memória aquela frase de Vieira: “Vou acabar com os papagaios”.
A dois dias daquele que muitos, de forma irresponsável e leviana, rotulam como o jogo que irá definir o futuro de Jorge Jesus – o Benfica – Braga, de domingo, para a Taça -, acredito que Luís Filipe Vieira saberá, na solidão do poder, tomar as medidas mais acertadas para o Benfica. Por muito ruído que se faça à sua volta.
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