segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Assim, vamos lá!!!

Definitivamente, vão ter de esperar mais algum tempo. Pelo menos, até ser matematicamente confirmado. Eu sei que para os lados do dragão estão todos apreensivos. E nem sequer disfarçam.
Mas, levar a coisa ao extremo do ridículo também me parece exagerado. Convocar adversários de circunstância para fazer o trabalho sujo, já é algo que diz muito do desconforto que grassa no dragão.
Ontem, na Luz, o Marítimo fez tudo e fez de tudo para compensar o encaixe financeiro pelo compra de Djalma pelo dragão. Meter 11 dentro do meio campo quase durante todo o tempo de jogo, não abona muito a futura carreira de treinador de Pedro Martins.
Menos abona o facto de ter sido cúmplice e/ou complacente com as súbitas incapacidades dos jogadores maritimistas para se manterem de pé. A coisa atingiu, aliás, momentos épicos de palhaçada.
Os verde-rubros caíam por dá cá aquela palha. Um aqui, outro ali, mais outro acolá. O relvado da Luz estava semeado de jogadores do Marítimo. Deitados, claro. Que a relva é bem tratada, já sabe, e com o fim de tarde apetecível mais puxava à sorna.
Já nem vale a pena falar do árbitro. Nem dos fiscais de linha. Fizeram o que puderam. Qual penálti qual quê; golo anulado, sim senhor, que não queremos estragar a festa ao dragão; expulsão dos do Marítimo, nem pensar, isso só para quem usa camisola vermelha. Assim, se faz a arbitragem em Portugal. Desde a primeira hora deste campeonato, sabemos que temos de lutar contra ela, a arbitragem.
O Benfica sabe que vai deparar-se com cenários idênticos até final do campeonato. Mas enquanto tiver a alma que demonstrou ontem na Luz e o público a apoiar de princípio a fim com o fervor que se viu, sentiu e ouviu, vai haver campeonato até ao fim.
Ó dragão, tens de te esforçar mais, dentro e fora das quatro linhas!!!


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Jesus pode ser o Ferguson português

Jorge Jesus ameaça derrubar todos os recordes. Após a vitória em Alvalade, já vão 10 seguidas na Liga e, no cômputo geral, já se cifram em 17 as vitórias consecutivas (se não estou em erro). Amanhã, contra o Estugarda, na Alemanha, Jesus pode estar a caminho de outro facto histórico: assegurar, pela primeira vez, uma vitória do Benfica em terras germânicas.
Sou dos que acredita que o Benfica pode somar vitórias até ao fim da Liga. Junto-me assim ao António-Pedro Vasconcelos, que afirmou o mesmo ontem à noite no Trio d´Ataque, na RTPN (e vão ver que não é só nisso que estou de acordo com A-PV).
Não fossem as arbitragens nas primeiras 4 jornadas, que fizeram descolar o Benfica da liderança (desculpem, mas não me hei-de cansar de dizer e escrever isto), Jorge Jesus podia estar a caminho de bater o histórico recorde de Jimmy Hagan, em 72/73, único campeonato invicto, com apenas 2 empates.
E podia também estar muito próximo de recuperar a “dobradinha” (campeonato + taça) que o Benfica não vence há 20 anos (talvez um pouco mais). Seja como for, ainda acreditamos que isso seja possível.
Da nossa parte, o trabalho está a ser bem feito e assim será, estou convicto, até final. Resta esperar que os árbitros não continuem a ser complacentes com a derrapagem competitiva a que se assiste no dragão.
Ok. Chegados aqui, que fazer? O Benfica tem um contrato com Jorge Jesus até 2013, ou seja mais duas épocas. A turbulência do início desta temporada, muito alimentada pelos papagaios do costume, mas já silenciados, está ultrapassada de vez.
Luís Filipe Vieira já o disse: “Aprendi com os erros do passado”. Não é crível, por isso, que abra mão de Jorge Jesus, apesar do assédio que o treinador tem vindo a sofrer de clubes estrangeiros.
Nem creio que Jesus opte por um clube de segunda linha europeia quando pode fazer História à frente do maior clube de Portugal e de um dos maiores do Mundo. Pelo que antevejo uma situação (com a margem de erro a que a volatilidade do futebol em Portugal obriga): Jesus pode tornar-se o Alex Ferguson ou o Arséne Wenger português.
Eu sei que a cultura portuguesa não é a inglesa. Eu sei que em Portugal há factores emocionais e imponderáveis que seriam impensáveis em Inglaterra. Eu sei que a liderança técnica de Jorge Jesus obriga a um desgaste interno imenso, pela sua personalidade e pela sua forma de trabalhar.
Sei tudo isso. Mas sei também que Luís Filipe Vieira sonha (e merece sonhar) com a conquista da Liga dos Campeões, o que faria dele o melhor Presidente do Benfica de sempre (a conquista da Liga Europa servirá de treino para a posterior conquista da Champions).
Ora, com a experiência que Jorge Jesus está a ganhar nas provas europeias, com a sua capacidade técnica e táctica, com a sua ambição, estou certo de que se lhe derem a oportunidade ele (nós), o Benfica, chegará (chegaremos) lá.
Se pode acontecer até 2013? Pode. Mas é preciso que o Benfica dê sinais de uma estabilidade (quase) permanente ao nível técnico (dado que já conseguiu a estabilidade permanente ao nível directivo).
Essa estabilidade só será efectiva se Vieira e Jesus acertarem um contrato de longo prazo. O Benfica, Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus tinham muito a ganhar com isso.

Post-Scriptum: A-PV defende que Jesus é melhor que Mourinho. Percebo-o bem e estou de acordo com ele. Lamento que pessoas inteligentes com Rui Oliveira e Costa e Miguel Guedes considerem isso uma “blague”.
O que A-PV quer dizer é que Jorge Jesus é um treinador mais completo que Mourinho. Mourinho já ganhou tudo? É verdade. Deêm as mesmas armas a Jesus e verão. Mourinho é genial, mas apenas supera Jesus na capacidade de jogar os famosos “mind games”. De resto, falta-lhe algo que Jesus tem de sobra: a experiência de jogador e de balneário – muito importante para transformar bons jogadores em grandes vedetas. Não é assim Di Maria, Gaitán, Salvio, David Luiz, Cardozo, Coentrão, etc.?

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Os "nicknames" de Jesus

Nico, Toto, Franco – quem são? Vamos ajudar: Gaitán, Salvio, Jara – e agora? E podíamos ir por aí fora: Óscar, Savi, César, David, Pablo, etc. Jorge Jesus tem este bom hábito, tratar os jogadores pelo nome próprio, por "nicknames" ou, no caso paradigmático de Saviola, por um improvisado diminutivo. Ainda se lembram: no passado foi “Di”, para se referir a Di Maria…
Digo que é um bom hábito porque isso reflecte e confirma a proximidade de Jesus dos seus “apóstolos”, desculpem, jogadores. É diferente tratar uma pessoa pelo nome próprio ou pelo apelido.
No primeiro caso, estimula-se a cumplicidade, a proximidade, a amizade, reforçam-se relações e solidariedades, fortalecem-se os nós que são base fundamental para o sucesso. No segundo caso, expõe-se a vulgar frieza que costuma marcar as relações entre treinador e jogadores.
Ao assim fazer, expondo momento de carinho genuíno, autêntico e expontâneo, Jorge Jesus sabe que os jogadores sabem que podem contar sempre com ele, com o líder, o chefe de equipa, que não tem receio de entrar no relvado para defender os seus.
Jesus podia explicar isso a muito emproado treinador de futebol que nunca calçou chuteiras. Mourinho também o poderia fazer, porque tanto o treinador do Benfica como o técnico do Real Madrid, pese embora as diferenças de personalidade, são vinho da mesma pipa – vintages de qualidade excepcional.

Post-Scriptum: Ah, o Benfica ganhou ontem por 0 – 2, em Alvalade. E depois?

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Herói e Mártir

Há os heróis-heróis e os heróis-mártires. Pedro Mantorras, cuja carreira terminou ontem pela voz do Presidente do Benfica, foi um herói-mártir, e talvez que essa seja a característica principal porque o angolano continuará a ser um ícone, um mito, para os benfiquistas.
Não me lembro, aliás, de uma tão dramática carreira no futebol mundial. Estava certo Luís Filipe Vieira quando, numa célebre entrevista televisiva, há cerca de 10 anos, mais coisa menos coisa, prognosticava que Pedro Mantorras seria mais tarde ou mais cedo um jogador de dimensão mundial, para valer qualquer coisa como 18 milhões de contas - 90 milhões de euros.
É curioso verificar agora que esta verba astronómica foi a que, no ano transacto, o Real Madrid deu por Cristiano Ronaldo, para o resgatar ao Manchester United. Vieira, tão criticado na altura, estava certo. O líder encarnado, que muitos gostam de dizer que "não percebe de futebol", foi certeiro na avaliação do valor futebolístico de Pedro Mantorras, então a dar os primeiros passos ao mais alto nível.
Mas Pedro Mantorras foi, também, o paradigma do que é o nosso país - e foi com isso que Vieira não contou. O futebolista angolano foi vítima do pior que há em Portugal: foi vítima de um "sistema" bem português que tenta, e muitas vezes consegue, destruir tudo aquilo que mostre qualidade acima da média, seja no futebol, seja em qualquer outra actividade.
Para além disso, Mantorras foi vítima da incúria, da incompetência, do desleixo, da inveja, da intriga, de uma certa maneira de "ser português", que é incapaz de suportar o sucesso dos outros. Aliás, para quem acredita nesta coisa do destino, parece que, "estava escrito nas estrelas" que Pedro Mantorras iria passar por um calvário.
Lembro-me bem, até porque estava lá, vi "in loco", a caça ao homem que foi protagonizada no Varzim - Benfica, 1ª jornada de 2000 - 2001, sobre Pedro Mantorras, na sua primeira aparição com a camisola do Benfica.
Eu vi a cumplicidade, a complacência de um árbitro chamado Isidoro Rodrigues, que deixou passar em claro todas as agressões, empurrões, agarrões, durante 90 minutos - devo dizer que, em quase quarenta anos a ver futebol ao vivo, nunca tinha visto coisa igual.
Seria essa a sina de Mantorras, como foi a de Eusébio, ser travado, golpeado, agredido pelos medíocres. Seria, se não se desse o caso de Pedro Mantorras ter sido traído por aqueles que deviam cuidar dele em primeira instância.
Isidoro Rodrigues foi, apenas, um pequeno símbolo da nossa pequenez e da nossa mediocridade. Pedro Mantorras será sempre um símbolo grande da nossa gloriosa Hstória, de país pequeno mas com um clube maior do que os maiores do Mundo.
E Pedro Mantorras é também um símbolo do Benfica que é farol da Lusofonia, com Eusébio e Coluna, Cavém e Águas, Costa Pereira e Santana. E Mantorras...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O "sistema" não dorme (descansa, apenas)

Em dia de Benfica - Estugarda, prefiro abordar um assunto que vem apenas confirmar que este campeonato está viciado desde o primeiro dia. A nomeação de Artur Soares Dias para o derby de segunda-feira contra o sporting, em Alvalade, vem na sequência de outras nomeações que têm como único objectivo afastar o Benfica do título.
Não vale a pena estarmos com subterfúgios: a "decisão" de entregar este campeonato ao fc porto foi tomada ainda o anterior decorria e tudo indicava que o Benfica seria campeão, dada a excelência do seu futebol. Não obstante, o "sistema" conseguiu manter o Braga na corrida até ao fim, à custa de arbitragens como a que Artur Soares Dias realizou num célebre Braga - Guimarães, com os bracarenses a sairem vencedores por 3-2, depois de 3 penáltis a favor, qual deles o mais duvidoso, o último dos quais mais de 3 minutos para além da hora.
Em frente. Utilizando métodos já certificados há muitos e muitos anos, a "máquina" portista apostou tudo nas primeiras jornadas, com a complacência e a cumplicidade de Vítor Pereira. Daí até conseguir que o Benfica fosse espoliado de vários pontos nas 4 primeiras jornadas (3 derrotas), com arbitragens prejudicais e provocadoras, como a de Olegário Benquerença em Guimarães, ele que tinha sido dias antes homenageado pela AF Porto, foi um ápice.
À boa maneira antiga, estava consumado o "crime" - o Benfica ficava a 9 pontos do fc porto, que, por sua vez, beneficiava de "favores" arbitrais nas mesmas jornadas iniciais do campeonato. Quando tudo parecia resolvido, eis que o fc porto dá mostras de fraquejar e o Benfica apresenta-se forte e dinâmico. Não vá o diabo tecê-las, é preciso actuar rápido, pensaram os do costume.
Artur Soares Dias, da AF Porto, a arbitrar o sporting - Benfica faz parte do estratagema. Mas pode ser que o tiro lhe saia pela culatra...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ao colinho

Não sei se o Benfica vai chegar ao 1º lugar da Liga. Ninguém sabe. Não depende de si e, portanto, resta-lhe esperar por deslizes do fc porto. Devo dizer que me custa penar atrás do fc porto. Quando olho de olhos arregalados para a exibição que o Benfica fez contra o V. Guimarães, acho que é um crime lesa-futebol o Benfica estar na situação que está na Liga.
O problema é que está por culpa própria, sim, mas principalmente por culpas alheias - umas voluntárias outras involuntárias. Ontem, depois da exibição soberba do Benfica, o fc porto foi a Braga passear. Um passeio que teve várias ajudas e muitas cumplicidades. Ajudas do árbitro Duarte Gomes e cumplicidades de António Salvador e Domingos Paciência.
Pode o Benfica continuar a fazer exibições de gala, que de nada servirão enquanto que a agressão de um jogador a um árbitro seja apenas punida com o cartão amarelo. A partir de agora Duarte Gomes deixou de ter qualquer tipo de autoridade dentro do campo, quando aceita pacificamente um encontrão, desafiador de olhos nos olhos, do jogador do fc porto Bellushi.
À beira disto, ter deixado por marcar o penálti do mesmo Bellushi sobre Mossoró, é apenas um acto de incompetênca. O primeiro foi um acto de cobardia. Por estas e por outras é que Jorge Jesus não deve calar a sua revolta. O fc porto está a ser levado ao colinho, desde a primeira jornada.
Calar esta situação é pactuar com todos os atentados à verdade desportiva. Denunciá-la é pugnar por um futebol mais limpo e verdadeiro, onde o mérito ganhe à esperteza saloia; onde a competência faça sucumbir a pouca-vergonha; onde o talento subjugue a chico-espertice.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...