segunda-feira, 4 de abril de 2011

Objectivo: Taças!

Faltavam cerca de 15 minutos para acabar o clássico. As imagens da televisão focam então a tribuna presidencial da Luz. Na primeira fila, um homem, entre o presidente da AG do Benfica e o seleccionador nacional, estava curvado para a frente, como quem deseja entrar no relvado para ajudar os nossos rapazes.
Luís Filipe Vieira tem no rosto um mar de preocupações. As imagens não enganam. O líder da Luz sabe bem o que está em causa. Aliás, ninguém na Luz sabe tão bem quanto ele o que está em causa.
Desde que, em 2003 assumiu a liderança do Sport Lisboa e Benfica – já lá vão 8 anos, Vieira não tem parado um minuto. Sabemos o que fez nestes anos – a obra está aí visível e fantástica. Passemos à frente.
Há a questão desportiva? Pois há. Mas vamos aos factos: Pinto da Costa, nos seus primeiros 8 anos de liderança portista ganhou 3 campeonatos; Vieira ganhou 2. E Pinto da Costa não teve de se preocupar com mais nada.
É certo que o Benfica não pode ganhar 1 campeonato de 5 em 5 anos. Vieira sabe disso. Sabe-o tão bem que no início da época afirmou: “0s campeões não ganham só uma vez”. Vieira falhou com Fernando Santos? É verdade. Pinto da Costa falhou com Del Neri, Fernandez, Couceiro, Octávio Machado, Quinito – que me lembre…
Agora que o campeonato se foi, há que começar a preparar já a nova época, embora sabendo que esta ainda tem muito para ganhar. O Presidente do Benfica tem que reunir um núcleo duro de 3 / 4 pessoas para estudar o ataque ao mercado – vendas e compras -; dispensas do plantel; enquadramento de 2 / 3 juniores; estágio de pré-época.
Numa política acertada, tem vindo a ser renovados os contratos com alguns jogadores, mas é essencial que o plantel esteja fechado até à primeira quinzena de Julho. Antes, ainda, Luís Filipe Vieira podia pensar numa jogada “política”: renovar com Jorge Jesus.
O Presidente do Benfica sabe bem que tudo o que fez só será reconhecido por muitos se for acompanhado por um desempenho mais vitorioso da equipa de futebol. É injusto? No caso de Luís Filipe Vieira é tremendamente injusto.
Mas o Presidente do Benfica, que tem fortes hipóteses de alcançar um lugar ímpar na galeria de presidentes do Glorioso, não ignora que tem de, pelo menos, alcançar uma mão cheia de campeonatos nos próximos 8 anos.
É que se o Benfica ainda precisa para mais uma década de Luís Filipe Vieira, este precisa de campeonatos como de pão para a boca. Para que não se diga apenas que foi o homem de reconstruiu o Benfica, Vieira sabe que não pode nem deve falhar esse objectivo.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Duarte Gomes? Lembram-se de Bellushi?


Vítor Pereira nomeou Duarte Gomes, da AF Lisboa, para arbitrar o Benfica – FC Porto de domingo. O jogo já não conta muito para as contas da Liga mas conta para as contas dos recordes e das paixões. E são contas sérias.
Fosse um jogo com as contas do título em jogo e talvez Vítor Pereira fosse mais cuidadoso. Assim, Duarte Gomes parece a solução de menor risco e sabe-se como Vítor Pereira é avesso ao risco.
Um dia far-se-á a história da influência de Vítor Pereira neste campeonato. Uma influência influenciada, como são todas as influências. Seja como for, é com Duarte Gomes que temos de contar.
Espera-se, contudo, que o árbitro lisboeta, bancário de profissão, não aceite de ânimo leve mais ousadias dos jogadores do FC Porto. É que ainda está bem presente na memória de todos (se não de todos, pelo menos na de Duarte Gomes) o encosto, qual assédio (sexual?), que Bellushi lhe deu (fez?) no jogo Braga – FC Porto da 19ª jornada. Numa altura em que todas as contas ainda estavam em aberto.

segunda-feira, 28 de março de 2011

O fim (de um grande) anunciado

A decadência do Sporting – melhor dizendo: a tomada de consciência pelos sportinguistas da real dimensão do clube – é um facto inelutável e irreversível. É-o desde sempre. Apenas dissimulado durante décadas por se tratar do clube do Estado Novo, cuja intenção de o promover a único clube nacional (e da União Nacional) é o filme-emblemático dos anos 40 “O Leão da Estrela”.
A propaganda fez, então, o seu caminho. E o regime sentiu-se confortável com um clube-bandeira cuja cor era o verde, cor das camisas da Legião Portuguesa, guarda pretoriana de António de Oliveira Salazar.
A génese aristocrata também servia às mil maravilhas a um país liderado por um homem da província, mas que precisava de dar imagem de cosmopolitismo (e precisava, como hoje, dos grandes grupos económicos e financeiros).
Ajudado por este empurrão do Estado Novo, a que não é estranho a fuga de mais de meia equipa do Benfica para Alvalade, o Sporting dominou as décadas de 40 e 50, e de alguma forma conseguiu afirmação nacional. Depois veio o Ultramar, sempre o Ultramar, e um “colored” chamado Eusébio da Silva Ferreira aterrou em Lisboa e rumou à Luz. A história, a partir daqui, é conhecida.
O Sporting nunca mais se recompôs. Até hoje. Confrontado com a dimensão mundial do Benfica, seu vizinho, e com a ascensão do FC Porto, a norte, remeteu-se a um plano secundário, de que nunca mais irá sair.
Sem uma identidade que lhe permita alargar a base social de apoio, isolado voluntária e voluntariamente, o Sporting assume a imagem de fidalgo arruinado, inadaptado aos tempos modernos.
O que se passou nas eleições do Sporting é, simplesmente, a revolta do choque com a realidade. O clube já não é sequer de Lisboa, quando muito é capaz de liderar as simpatias em metade da Av. de Roma e metade do Campo Grande.
Acresce a ausência de títulos no futebol e no resto. O ecletismo, tão propagandeado pela imprensa do regime (que ainda há) é um mito: onde está o voleibol? Onde está o basquetebol? O hóquei patins está na 3ª divisão. O andebol luta a meio da tabela.
A bipolarização faz o seu caminho. Inexorável. Por muito que lute contra ela alguma comunicação social e alguns “opinion makers”. A “culpa” não foi de Jorge Gonçalves, nem de Sousa Cintra ou Roquette ou Bettencourt. Nem será de Godinho Lopes.
O Sporting de hoje e também de muitos “ontens” merece tanto as capas dos jornais e as aberturas dos noticiários televisivos como o Braga ou o Guimarães. Não passa de um clube de simpatias muito localizadas.
O choque com a realidade é duro e quase sempre violento. Mas às vezes é melhor assim…

Um craque a caminho


Pretendido pelo FC Porto e uma das promessas do candidato ao Sporting Bruno de Carvalho, o brasileiro ex-Corinthians Bruno César vai vestir nas próximas 4 épocas a camisola do Benfica. Bruno César é um ilustre desconhecido em Portugal, é certo, fez uma época extraordinária o ano passado com a camisola do Timão, tendo sido considerado o 2º melhor jogador do campeonato brasileiro e conseguindo ser o 3º melhor marcador (1º do Corinthians), algo fantástico para quem actua na sua posição.
Dizem que vem para substituir Pablo Aimar, mas o que quero sublinhar nesta contratação é a foram eficaz como o Benfica suplantou a concorrência e garantiu um jogador que, podemos dizê-lo sem receio, é um reforço de peso.
Com a época a caminhar para o fim, o Benfica começa a organizar o plantel. Evitar cometer os mesmos erros do início da actual época é algo que não se pede, exige-se. Jorge Jesus certamente não irá cair no logro do ano passado.
Com a pré-eliminatória da Champions no horizonte, definir o quadro de jogadores é algo de essencial. Há casos para resolver, como Nuno Gomes, Pablo Aimar e Óscar Cardozo, mas a eficácia demonstrada na contratação de Bruno César deve ser utilizada nas alterações que tiverem de ser feitas no seio do plantel: sigilo e celeridade.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Um silêncio ensurdecedor

Já passaram quatro dias desde que o autocarro onde seguia a equipa do Sport Lisboa e Benfica e o carro onde viajava o Presidente do Sport Lisboa e Benfica sofreram um verdadeiro atentado, uma "intifada", uma emboscada, perpretada por bárbaros, e que podia ter tido consequências bem mais graves e trágicas. Porém, estes três senhores, detentores de cargos públicos com ligação directa e tutelar com o Desporto e com o Futebol ainda não se pronunciaram sobre o caso. É um silêncio ensurdecedor... para todos reflectirmos.

terça-feira, 22 de março de 2011

"Simulações"

Ontem, já noite cerrada, uma(s) pessoa(s) “simuladas” de energúmenos, “simularam” atirar um saco “simulado” de pedras. Para dar mais realidade à “simulação”, o saco “simulado” de pedras, atirado por pessoa(s) “simuladas” de energúmenos e (dis)simuladas na noite cerrada, “simulou” ter atingido o autocarro do Benfica, que fazia a viagem de Paços de Ferreira para Lisboa, depois de uma vitória muito real, na Mata Real.
Mas como a ficção muitas vezes ultrapassa a própria realidade, a “simulação” foi bem mais longe, tendo sido considerada até uma “simulação” a 3 dimensões. Não é que o saco “simulado” de pedras também “simulou” ter atingido o carro onde seguia o Presidente do Benfica.
O problema é que de “simulação” em “simulação”, acabou-se por ter de “simular” a existência de ferimentos na mão do Presidente do Benfica, causados pelo saco “simulado” de pedras, atirado por pessoa(s) “simuladas” de energúmenos.
Enquanto isso, os ideólogos das “simulações” continuam cantando e rindo das impunidades à portuguesa. À espera de uma próxima “simulação”. Que bem pode ser a última…

Foto: A Bola
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