segunda-feira, 2 de maio de 2011

Terceiras vias, movimentações e outras equações

Na passada semana, no rescaldo de dois resultados negros e historicamente inapagáveis, o jornal Record publicou 3 artigos em 3 dias consecutivos, de 3 articulistas permanentes do periódico.

A saga começou na terça-feira 26 de abril, com João Querido Manha (JQM) e o artigo intitulava-se, enigmaticamente, “Terceira Via”. O excerto mais significativo é este: “… o Benfica só terá êxito adoptando uma terceira via, a da afirmação positiva dos valores e da seriedade, sem tiques de superioridade pacóvia, mas também não serão indicadas para tão nobre fim as pessoas que têm sido batidas em toda a linha na opção pela confrontação aberta sob forma de uma intifada ridícula”.

No dia seguinte, João Gobern (JG), focalizando o seu artigo sobre Jorge Jesus, escreve, a dado passo: “… o Benfica sabe que, daqui até final, não dispõe de uma terceira via: ou quebra um jejum de 49 anos sem conquistas europeias ou aceita a sentença de uma época falhada, com tudo o que isso acarreta de sangue, suor e lágrimas para os próximos capítulos”.

Curiosamente, nem um nem outro falam em Luís Filipe Vieira (LFV). Foi o último articulista desta trilogia, Rui Santos (RS), que, no dia do Benfica – SC Braga, 1ª mão da meia-final da Liga Europa, em artigo intitulado “Correio encarnado”, dedicou todo o espaço ao Presidente do Benfica.

Nesta carta aberta, Rui Santos enaltece Vieira pela luta em defesa da verdade desportiva, mas critica-lhe aspectos da gestão desportiva e aspectos da gestão comunicacional. Para terminar dizendo, “… que esta foi a época em que, mesmo não ganhando o que almejava ganhar desportivamente, perdeu a oportunidade de marcar muitos pontos no dirigismo nacional, como alguém capaz de romper com o estilo “caceteiro” que vigora no futebol português. Não está tudo perdido, mas a verdade é que, num momento capital, perdeu-se. E essa foi, talvez, no meio de vitórias, a maior de todas as (suas) derrotas”.

Bom, posto isto, quatro reflexões:

1 – Nada disto são coincidências – começaram as movimentações com vista às próximas eleições no Benfica. É cedo? Ainda falta uma época? Sim, é verdade, mas um conselho a Luís Filipe Vieira: cautela e caldos de galinha…;

2 – RS tem razão. O capital de prestígio e de credibilidade que LFV granjeou não podia ter sido posto em causa por diatribes menores. LFV sabe bem que o que demora anos a construir pode ser destruído em segundos. O prestígio e a credibilidade estão intocáveis, mas não havia necessidade…;

3 – Aconteça o que acontecer esta época e na próxima, LFV vai ter pela frente uma “terceira via”. É uma expressão recuperada à política que significa “alguém que à última hora aparece em condições de fazer estragos”;

4 – Aliás, ao contrário do que aconteceu no passado, foi LFV que, recentemente, nos Açores, abriu a corrida eleitoral ao dar sinais claros de recandidatura, com o argumento de que há ainda projectos, como o Museu, que necessitam da sua presença.

O presidente do povo

É injusto, mas LFV sabe que o discurso da “obra feita” não vai chegar na próxima campanha. É certo que ainda tem o Museu para apresentar, mas, ao contrário das últimas campanhas, o futebol, a gestão e o sucesso desportivo vão marcar a próxima campanha.

E as duas derrotas com o fc porto na Luz – e o que se seguiu - são algo incontornável para o qual LFV tem de encontrar um bom argumentário. LFV parte à frente? Parte bem à frente. Porque semeou o benfiquismo como mais nenhum outro presidente do Benfica e isso é algo que nunca nenhum benfiquista esquecerá. Por isso o apelidei de “Presidente do Povo”. Porque o benfiquista anónimo, o benfiquista das “Casas do Benfica”, o benfiquista que faz todos os sacrifícios para estar presente nas bancadas da Luz, não é ingrato e não tem a memória curta. Sabe que nem tudo correu bem no futebol, sabe que LFV cometeu erros na gestão desportiva, mas lá no fundo sabe bem que o Benfica ainda precisa de LFV por mais anos. E porque, as alterações estatutárias colocam à partida fora da corrida nomes de potenciais candidatos como José Eduardo Moniz e Rui Costa – mas não é líquido que as movimentações que já começaram não passem por estes dois nomes.

Dois pontos fulcrais

1 – O Benfica precisa da vitória como de pão para a boca. Precisam os adeptos; o clube; Jorge Jesus e Luís Filipe Vieira. Uma vitória em Dublin contra o fc porto arruma de vez a questão presidencial. A não ocorrer uma próxima época completamente catastrófica, LFV tem a reeleição garantida, apareça quem aparecer;

2 – LFV precisa de traçar uma estratégia inteligente com vista às eleições para a FPF. Esta eleição é fundamental para a credibilidade e modernidade do futebol português. O Benfica precisa de se empenhar em apoiar e garantir a eleição de um nome acima de qualquer suspeita. Percebe-se o nome de Fernando Seara à luz do afastamento de um eventual candidato nas próximas eleições do clube. Mas não é o candidato ideal nem para o Benfica nem para o futebol português. É preciso alguém mais inovador e arejado, sem os “vícios” e a “experiência” de tantos anos de bastidores. É preciso alguém como Bagão Félix.

Última nota

A negociação dos direitos televisivos vai ser um dos temas mais delicados da vida do Benfica dos próximos tempos. Não só em questão das verbas que o Benfica legitimamente quer receber, como autêntica “galinha dos ovos de ouro” do futebol português, como em função da estratégia que LFV quer montar com vista a influenciar decisivamente a próxima liderança da FPF e as próximas eleições para o Benfica. Pragmático, sagaz e inteligente, LFV sabe que neste delicado “puzzle” há uma peça a ser tratada com pinças: a Olivedesportos.

sábado, 30 de abril de 2011

Cardozo e Moreira: "casos" para resolver já




O Benfica tem 2 problemas para resolver. Situam-se nos extremos da equipa. O guarda-redes e o ponta-de-lança. Dão pelos nomes de Moreira/Roberto e Cardozo. São dois problemas fulcrais e que vão condicionar toda a estrutura do plantel para a próxima época.
Aconselho Jesus e resolvê-los de imediato. Já se percebeu que o treinador do Benfica, fiel à sua reconhecida teimosia, quer mostrar à saciedade que Roberto foi uma aposta acertada. Não duvido. Aqui mesmo, neste blogue, defendi sempre o portero espanhol, mais: gosto da sua atitude e não me passou despercebido o abraço que deu em Moreira no final da final da Taça da Liga.
Roberto é um bom profissional, um homem de carácter e faz bom balneário. Não são qualidades menores, antes pelo contrário. Mas o Benfica, o grande Benfica, precisa de mais, de muito mais, de quem ambicione ser o seu guarda-redes.
Vê-se que Roberto tem qualidades. Vê-se que tem potencial e uma margem de progressão gigantesca. Vê-se que tem personalidade e não se deixa abater facilmente. Mas detecta-se-lhe alguma imaturidade, devido a nunca ter envergado a camisola de um clube de topo mundial.
No jogo contra o Braga, voltou a mostrar pouca segurança e mais lapsos não foram visíveis porque o Braga, pura e simplesmente não existiu no ataque.
Moreira ainda é um jovem guarda-redes com uma vida de Benfica. Conhece os cantos à casa e tem o apoio do Terceiro Anel, que é como quem diz, do adepto anónimo que costuma encher as bancadas da Catedral. Acresce que também é um bom profissional e um homem de carácter. Ao longo destes anos que penou na sombra, nunca se lhe ouviu um queixume ou uma crítica.
Na final da Taça da Liga fez uma exibição de gala, mais significativa porque se trata de um guarda-redes praticamente sem competição a sério há alguns anos. Das duas uma: ou Jesus percebe que Moreira pode ser o "tal" guarda-redes que o Benfica precisa (e às vezes as soluções passam pelas opções mais evidentes, mais simples e ali à mão de semear); ou Moreira deve ser libertado para um clube onde mostre que o Benfica talvez esteja a cometer um erro (outro) histórico.
O mesmo se passa com Cardozo. O "matador" paraguaio não pode ser o patinho feio da equipa para os adeptos. Ele é um homem-golo por excelência. Não há muitos na Europa e no Mundo como ele. Foi o melhor marcador do campeonato passado, algo que o Benfica não conseguia desde os tempos de Rui Águas, já lá vão mais de 20 anos.
O Benfica deve continuar com Cardozo e os adeptos devem apoiá-lo sempre. Se tal não acontecer, é provável que o paraguaio possa esticar a corda para sair, com toda a legitimidade. E, se tal acontecer (no que não acredito) seria difícil de engolir vê-lo a marcar golos com outra camisola. Atenção, não sejamos masoquistas, o exemplo de Christian Rodriguez ainda está bem fresco.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Podia ser o Villareal, mas não era a mesma coisa


A minha opinião é simples: o Benfica tem de vencer o fcporto na final da Liga Europa. Ponto Final. Meus caros, não basta chegar à final. Como diz Mourinho, as finais não se jogam, ganham-se. Já agora, como curiosidade deixem-me lembrar-lhes que o nosso Special One só perdeu uma final na sua vida - e já jogou várias. Vou refrescar-lhes a memória: final da taça de Portugal contra o Benfica de Camacho - derrota por 1-2.
Ontem, contra o Braga, foi um Benfica à imagem de Jorge Jesus - tipo rolo compressor. Faltavam os flanqueadores, Gaitan e Salvio, faltava um Coentrão de quase toda a época, agora mais caidito, faltava a frescura física, mas houve alma e raça e querer e mística e paixão e vontade e suor e Et Pluribus Unum.
Houve Benfica e houve um braguinha que meteu 11 bem lá atrás. Um Benfica menos Benfica teria entrado em desespero aquando do 1-1, no único lance de remate à baliza do braguinha.
Mas o Benfica verdadeiro, o de ontem à noite na bela Luz, foi ousado e audaz, foi generoso e solidário, foi unido e voluntarioso. E merece a nosso apoio eterno. O Benfica de ontem à noite alimentou-me todas as esperanças e todos os sonhos.
É verdade. E digo-o com fé mas também com a razão que me fez ver coisas muito positivas naquela exibição. Acreditem que eles querem muito a taça da Liga Europa e eles querem muito derrotar o fc porto na final. Podia ser o Villareal, podia, mas não era a mesma coisa.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O mais importante é ganhar

Esta não é a hora de comentar a carta aberta ao Presidente do Benfica, escrita hoje no Record por Rui Santos. Nem é a hora de comentar subreptícias "terceiras vias", que, em contextos opostos, apareceram em dois artigos recentes, também em Record, assinados por João Gobern e João Querido Manha.
Os comentários a estes artigos, que têm muito que se lhe diga e que, não por acaso, apareceram em 3 dias seguidos, seguem dentro de momentos, aqui, neste blogue. Hoje é dia de estar presente na Luz, na nossa Catedral, apoiar a equipa do princípio ao fim, sem pausas, sem maus humores, sem assobios, sem fraquezas de ânimo.
Depende muito de nós, adeptos, uma vitória clara e concludente. Humildemente peço aqui que não se ouça nenhum assobio dirigido aos nossos jogadores - são eles que nos vão levar a Dublin.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Os erros de JJ: uma teoria à prova de bala

Declaração de interesses: Jorge Jesus deve ser o treinador do Benfica na próxima época, aconteça o que acontecer.
Quando já falta menos de 1 mês para acabar esta época e com a vitória na Liga Europa ainda dentro do sonho materializável, é a hora de começar a fazer um balanço sobre o que correu mal para chegarmos aqui com o campeonato perdido, a taça de Portugal perdida, a supertaça perdida – sempre contra o fc porto e, no caso dos dois primeiros troféus, na nossa casa, na Luz.
A minha teoria, apenas a mim me responsabiliza e tenho o dever de a divulgar – quanto mais não sendo para que não se cometam os mesmos erros.
Começamos a perder este campeonato em 23 de Novembro de 2009. Surpresos? É verdade. A data não vos diz nada, pois não? Eu refresco-vos a memória. O prof. Manuel Sérgio, tido como conselheiro de Jorge Jesus, lançava um livro em Lisboa intitulado “Filosofia do Desporto”. A cerimónia contou com a presença de Jorge Jesus e de Pinto da Costa, que, perante o espanto de muitos e das objectivas e câmaras de televisão, abraçaram-se sorridentes.
No dia seguinte, a A Bola tentou reparar o “erro”, ao lançar em manchete a frase que supostamente Jesus proferiu ao ouvido do presidente portista, “O Benfica vai ser campeão”, mas o mal estava feito.
O Benfica foi efectivamente campeão, perante um fc porto sem alma e em vias de correr com Jesualdo Ferreira, e um sc braga que deu luta até ao fim. Jesus teve muito mérito nesta conquista, mas é bom que se diga que Vieira lhe deu todos os ovos para fazer excelente omelete.
O abraço entre JJ e PC criou mal-estar na Luz. Era inevitável. Doa a quem doer, tem que se dizer: a estrutura do Benfica falhou. JJ nunca podia ter estado sozinho à mercê de PC. O que se seguiu veio demonstrar que este abraço teve influência decisiva na actual temporada.
Vejamos: aureolado com o título, JJ inebriou-se com o êxito – legítimo e humano para quem sempre viveu para o futebol e nunca tinha chegado ao topo. Acenou com a possível ida para o fc porto, que ganhou mais credibilidade à luz do tal abraço, e viu disparar o salário para ficar na Luz.
Deu entrevistas a meio-mundo, sem preparação, ainda sob os efeitos da conquista do campeonato. Foi deixado sozinho, sem um plano de comunicação, expondo as suas debilidades comunicacionais mas carregando nas teclas de uma arrogância desmesurada, entendível em quem não foi educado e preparado para lidar com estes momentos. JJ é o menos culpado desta situação. Mais, ele foi vítima e ainda hoje paga caro essa exposição gratuita e descuidada.
Na RTP N, então, foi o descalabro: “despediu” Quim, sem apelo nem agravo; confirmou estar interessado em Huntelaar, avançado holandês do Milan, passando assim um atestado de menoridade a Cardozo, que até tinha acabado de se sagrar melhor marcador do campeonato, algo que um avançado do Benfica não alcançava desde os tempos de Rui Águas.
A cereja em cima do bolo – ou melhor, as cerejas em cima do bolo -, foi a afirmação de que a Champions era para ganhar (não pela ambição, que se elogia; não pela capacidade do Benfica em lá chegar, veja-se o Schalke 04 e perceba-se que era uma meta atingível) – nunca por nunca se pode dizer tal numa pré-época – soa a ridículo, porque ninguém diz uma coisa dessas, nem Pep Guardiola o faz; e a outra cereja foi as informações que o davam a aprender inglês para seguir as pisadas de Mourinho (a quem já o comparavam).
Desenganem-se aqueles que pensam que foi a venda de Di Maria e de Ramires, mais a de David Luiz, as causas desta frustrante (até ver) época. Nada disso, nem o tardio regresso dos jogadores do Mundial.
Não, mil vezes não. Foram os erros que aqui enunciei que acabaram por desgraçar esta temporada. Luís Filipe Vieira ainda percebeu o que se estava a passar, quando, do Brasil, lançou: “Os campeões não ganham só uma vez”. Mas o Presidente não pode estar em todo o lado e não pode apagar todos os fogos.
Repito: Jorge Jesus tem de continuar. Porque é um excelente treinador; porque sabe muito de futebol; porque tem mais um ano de experiência ao mais alto nível em cima dos ombros e na cabeça.
Mas (e isto é um aviso à estrutura), mais erros como os que enunciei não são perdoáveis. Às vezes tem de se olhar bem para cada uma das árvores para se ver bem a floresta.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Duas derrotas, uma explicação

O Benfica viveu em 15 dias duas das mais negras derrotas da sua história. Depois da humilhante derrota para o campeonato, a vergonhosa derrota para a taça de portugal. As duas tem explicações mais fundas que os meros deslizes arbitrais. Nas últimas semanas, o Benfica tem-se entretido e distraído numa estratégia comunicacional que tem tanto de ridículo com de irresponsável e leviano. Quem não vir nesta troca de comunicações e declarações estúpidas o epicentro das derrotas do Benfica, não conhece nada sobre como funciona o futebol português. Acresce que esta desvairada opção comunicacional está a atingir injustamente a imagem e obra do Presidente do Benfica. O erro desta estratégia é tão evidente que ontem o Benfica tinha todas as razões para contestar a arbitragem de xistra, face ao fora de jogo do segundo golo portista e às expulsões perdoadas a alvaro pereira e joão moutinho. Mas o Benfica ficou calado, consciente da sua falta de autoridade moral depois de ter vulgarizado a sua voz em quezílias menores. No centro disto tudo está Luis Filipe Vieira, cujos anos à frente do Benfica o guindaram a um lugar cimeiro da galeria dos Presidentes. Mas, face ao que se está a passar, das duas uma: ou Vieira dá um valente murro na mesa e empunha a vassoura ou arrisca-se a ter uma próxima campanha eleitoral bem mais dura e difícil que a última. Os benfiquistas não são injustos nem têm a memória curta, mas a pouco mais de um ano de terminar o mandato e depois de sinal de recandidatura, Vieira não se pode distrair mais e tem que arrumar a casa. Antes que seja tarde.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Vamos falar a sério




 Muitas vezes dou comigo a pensar: se já somos governados por entidades externas, porque raio! o futebol português não pode ser arbitrado por árbitros estrangeiros? Eu sei que a ideia não é nova, mas, como no caso da troca de bancos proposta por José Couceiro, tem sido sempre olhada com desdém.
É natural. Os árbitros estrangeiros a arbitrar em Portugal significava um atestado de incompetência passado aos árbitros portugueses e a quem os dirige e nomeia. Como, aliás, se verifica em quem nos (des)governa (ou (des)governou).
Isso o sistema não permite. Ingerências externas, tipo FMI ou BCE, no futebol português? Nem pensar. Que isto é um Estado dentro do Estado. E se o Sócrates cedeu, os nossos “rostos” do sistema não cedem nem à bomba!
Estava eu nestas divagações quando, zás, me cai no mail a notícia da nomeação de Carlos Xistra para o jogo de amanhã, na Luz, meia-final da Taça de Portugal, entre Benfica e fc porto. Ah, o Xistra, o Xistra, pensei eu…
Este é um daqueles árbitros que, como o algodão, não engana o sistema. Sabe o que quer e para onde vai. Com ele, o sistema dorme sossegado e, se ele não pode (ainda) metê-las lá dentro (as bolas, claro), pelo menos podem contar com toda a sua colaboração.
Agora, sem as ironias do costume: o Benfica, em vez de alimentar querelas, às vezes, sem qualquer significado, devia começar por apresentar propostas e medidas que suscitassem debate e servissem para melhorar o futebol português, em nome de uma maior transparência e credibilidade.
A nomeação de árbitros estrangeiros para jogos decisivos, como o de amanhã, e outros que envolvam o fc porto (e sabe-se que quando envolvem esta equipa os árbitros portugueses são mais susceptíveis) é uma proposta séria e coerente.
Assim, sim, a voz do Benfica era ouvida e respeitada. Da maneira que as coisas estão, já ninguém liga aos comunicados e às declarações por dá cá aquela palha. Quando algo de importante tiver de ser dito, qual o impacto que terá depois de se vulgarizar as reacções do Benfica?
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