segunda-feira, 30 de maio de 2011

Fique atento

Pensamento do dia: hoje à noite esteja atento, sintonize a TVI. Vai ficar tudo em pratos limpos!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Gil Nunes, especialista em futebol jovem - o 1º artigo

Inicia hoje a sua colaboração com este blogue um dos maiores especialistas nacionais em futebol jovem. De seu nome, Gil Nunes, o seu currículo, apesar de ter apenas 30 anos, não deixa margens para dúvidas: é colaborador do jornal "O Jogo" para a área da formação; é colunista do "site" Academia de Talentos - um dos mais prestigiados "sites" sobre futebol de formação; e já pertenceu ao departamento de prospecção jovem do Benfica. O que acordou com o "O Inferno da Luz" foi de escrever um artigo sobre a formação do Benfica, análise dos jogos, das equipas e dos jogadores que estão no Benfica ou podem interessar ao Benfica. Será, certamente, um artigo importante para quem no Benfica lida e gere a formação. Para que não restem dúvidas, este blogue acredita que o futuro do Benfica está na aposta na formação.

Sub-17: a geração de ouro encarnada


De todas as equipas benfiquistas que militam nos campeonatos nacionais, a equipa de sub-17 é aquela que maior potencial apresenta. Não foi surpresa a conquista do título, repetindo-se o feito de há dois anos, quando os comandados de Bruno Lage conquistaram o campeonato de sub-15.

Os responsáveis encarnados devem olhar com particular atenção para este naipe de jogadores. E tudo começa na baliza com José Costa e Bruno Varela, ambos os guarda-redes da selecção nacional. Depois, a melhor dupla de centrais sub-17 da actualidade: Fábio Cardoso e João Nunes, que deixam os também valiosos Pedro Torrado e Alexandre Alfaiate no banco de suplentes. Nas laterais, dois jogadores conquistaram o espaço no clube e na selecção: na direita David Carvalho e do lado contrário João Cancelo, que por ser destro pode jogar noutras posições.

No miolo, o melhor jogador do campeonato: João Teixeira é um “6” completo, com vocação para construir em passe curto ou longo, e também inteligência felina no preenchimento de espaço ,e bloqueio das zonas de construção adversárias. O Benfica deve proteger contratualmente este jogador bastante cobiçado por outros emblemas. Complementaram-no Guilherme Matos, nas transições, e Diego Lopes, nos desequilíbrios, este último saltando dos sub-19 para a fase final. No miolo saliência também para Valdomiro Lameira, um elemento robusto, de combate, que se mostrou valioso na manutenção da solidez deste sector do terreno.

Na frente, Sancidino Silva e Hélder Costa deram grande vivacidade a um sector que se complementou com dois jogadores de características diferentes: Alseny Bah(mais colectivo), que substituiu Pape Bakary na “arvore genealógica desta equipa, e João Nunes(sub-16), com fino instinto de goleador.

Tudo se torna mais fácil quando se tem um técnico como Bruno Lage à frente dos destinos da equipa. Para além de conhecer de ponta os seus jogadores, Lage conhece bem os trunfos dos adversários. Mostra trabalho de laboratório muito aprofundado, com atenção no detalhe. Na fase final apenas empatou um jogo. Não há dúvidas: este Benfica foi dominador!

Gil Nunes
Colaborador de "O Jogo"
Colunista do site Academia de Talentos
Ex-elemento da prospecção do SL Benfica


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Privatizar a RTP já


Numa altura em que se debate a privatização da RTP - um debate que tem anos e tem servido apenas de arma de arremesso político -, parece hoje mais do que nunca um debate actual. Devo dizer que sempre fui contra a privatização da televisão pública. Acho que deve haver, num país civilizado, um serviço público de televisão, onde se dê voz aos que cada vez menos têm voz.
Mas, também o digo aqui e agora, que mudei de opinião. Não por qualquer influência política, não porque deixei de acreditar no serviço público de televisão como algo essencial da democracia, mas porque, definitivamente, conclui que em Portugal a RTP não faz serviço público de televisão.
A RTP tem excelentes profissionais, faz excelentes programas de informação, mas padece de um mal que se tem tornado algo de incontornável na sua gestão de informação dos últimos anos - está sempre condicionada por quem detém o poder em determinado momento.
Na segunda-feira à noite, a RTP resolveu dar "tempo de antena" ao presidente do fc porto. Para isso, fez deslocar ao estádio do dragão uma panóplia de recursos e escalou para a "entrevista" uma das suas melhores profissionais, a Fátima Campos Ferreira, que conheço pessoalmente e por quem tenho estima.
O problema é que aquilo não foi serviço público de televisão. E eu, como milhões de contribuintes, não podemos aceitar pagar com os nossos impostos uma hora de directo com um presidente de um clube de futebol, por mais galardoado que seja. Fosse na SIC ou na TVI e tal não me merecia qualquer indignação.
Neste caso, merece-me a maior indignação. E espero que a RTP seja imediatamente privatizada para eu, e outros milhões, não termos de ser confrontados com algo que não é do "interesse público", mesmo no seu conceito mais restrito.
Acresce que o entrevistado lidera um clube que tem por hábito insultar e agredir instituições e adeptos rivais. E acresce, ainda, como se pode ver na primeira página do Semanário Grande Porto (um grande momento de fotojornalismo do António Rilo), que utiliza atletas da sua equipa para servirem de porta-estandartes a tarjas com insultos ao Benfica.
Façam o que quiserem com as empresas privadas de televisão. Com a televisão paga pelos contribuintes, não. RTP privatizada já!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O "ano zero" de Luís Filipe Vieira

Terminada a época desportiva é tempo de projectar a próxima época do Benfica. Para Luís Filipe Vieira, este é o seu "ano zero", aquele onde vai ter de se confrontar com uma verdadeira prova de fogo, depois de 10 anos de Benfica, 8 dos quais como Presidente.
Para Vieira chegou o momento da verdade. Não que não tenham existido épocas desportivas mais negras no passado, mas os benfiquistas pressentiam que Vieira tinha lançado mãos a uma obra hérculea, a de levantar o Benfica do chão depois dos tratos de polé de Vale e Azevedo.
A obra, cujo principal responsável é Vieira, aí está e deixou de poder ser utilizada como álibi para justificar os resultados desportivos. Acresce que, esta época foi má de mais. Os confrontos com o fc porto redundaram em derrotas humilhantes; a eliminação aos pés do Braga, na meia-final da Liga Europa é algo ainda inimaginável.
Vieira tem de recomeçar tudo de novo, com as eleições de Outubro de 2012 no horizonte. Começou bem, ao garantir Jesus para a próxima época e ao adoptar um discurso de auto-crítica e pacificador. Mas a divulgação dos nomes de Couceiro e, principalmente, Octávio Machado para um cargo que parece ser o de director-geral, não auguram nada de bom.
Vieira tem de desmarcar rapidamente destes nomes, principalmente do de Octávio, cuja entrada na Luz já foi rejeitada em assembleia geral, no tempo de Artur Jorge. Octávio está ligada à pré-história do futebol português e os seus métodos não têm nada a ver com a cultura do Benfica.
A argúcia de Luís Filipe Vieira vai ser agora posta à prova. A forma como lidar com o "caso" Rui Costa; o nome que escolher para director-geral do futebol; ou a continuação de Coentrão (um jogador à volta do qual se tem de construir uma grande equipa) - vão marcar a época e a liderança de Luís Filipe Vieira.
O Presidente do Benfica já percebeu o erro histórico e estratégico cometido esta época com a insistência numa guerra de palavras com o fc porto. Ainda tem tempo e toda a margem de manobra para dar a volta por cima, mas não pode errar.
De uma forma mais ou menos detectável, as movimentações nos bastidores já vão agitando o universo benfiquista e Outubro de 2012 não vem longe.

Post-Scriptum: Com a simpatia que o caracteriza, o Ricardo Maia, assessor de imprensa do Benfica, chamou-me a atenção para o facto das eleições no Benfica ocorrerem em Outubro de 2012 e não Maio 2012 como inicialmente tinha escrito. Enviou-me os novos estatutos e confirmei que tal está estatuído no artª 88º.
Peço desculpa aos meus leitores pelo lapso. Julgo que tal se deveu ao facto de ainda ter presente que a alteração de Outubro para Maio foi uma das questões em cima da mesa durante os trabalhos de revisão dos estatutos.
Julgo, aliás, que fazia todo o sentido regressar ao tema. A antecipação das eleições para o final da época (Maio) seria benéfica para o clube, dado que não iria "agitar" o início da época 2012/2013. Se calhar esta questão ainda vai merecer debate...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Um erro de "casting"

A notícia merece-me, para já, poucas palavras. Até ver, não passa de uma especulação. Espero, e julgo falar em nome de milhares de benfiquistas, que não passe disso mesmo: especulação. Refiro-me a notícias que dão Octávio Machado como fazendo parte da estrutura do futebol do Benfica para a próxima época. Isto só merece um comentário: devem estar a brincar ou devem estar todos doidos.
Octávio, o agricultor de Palmela, seria mais um erro de "casting" de consequências catastróficas. Os seus "métodos" disciplinares são da pré-história, o seu currículo anti-Benfica não é possível de esconder. Que falta faz Octávio ao Benfica? Nenhuma.
Recordo que, no tempo de Damásio, Artur Jorge quis trazê-lo para adjunto. Uma assembleia geral rejeitou-o. Vamos deixar-nos de brincadeiras e trabalhar a sério para a próxima época.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Carta aberta ao Presidente do Benfica

Fez domingo 10 anos que chegou ao Benfica. A "A Bola" fez questão de o lembrar com destaque de última página. Trazia consigo um importante cartão de visita - ter tornado um clube dos subúrbios de Lisboa num caso de sucesso na 1ª divisão, o Alverca.
Poucos teriam aceite trocar um clube em ascensão, com grande potencial, por um gigante falido, nas bocas do Mundo pelos piores motivos. Isto pode parecer uma heresia, mas é disso que estamos a falar. O Benfica era, na altura, um poço sem fundo.
Manuel Vilarinho aceitou ser candidato por vaidade pessoal. Não arriscou muito e cumpriu o sonho de uma vida. Você, não. De origens humildes, tendo subido na vida a pulso, arriscou muito ao meter-se no vulcão que era então o Benfica.
Deixe-me que lhe diga que ouvi pessoalmente Manuel Vilarinho, no antigo gabinete da Luz, dizer que não conseguia desatar os nós que todos os dias lhe apareciam. É claro que quando dizem que você foi tratar do futebol, estão ser redutores. Você foi "tratar" do clube e o futebol, digo-o sem tibiezas, foi talvez aquilo com que menos se preocupou. E fez bem. Na verdade, as prioridades eram outras.
Ocupado com outros "nós" e com Vilarinho a meter água no futebol, com o despedimento de Mourinho à cabeça das infantilidades, para não lhes chamar outra coisa, a "gestão desportiva" foi ruinosa. Mas a gestão do clube foi um sucesso.
Até que, estabilizado o clube, você se virou para o futebol. E, diga-se em abono da verdade, acertou em cheio: foi buscar um trio de sucesso Simão + Trapattoni + Veiga, a ordem é arbitrária (e claro, já tinha trazido de Alverca essa jóia da coroa que era o Pedro Mantorras).
O sucesso desportivo apareceu num ápice. Depois, uma série de peripécias, entre as quais os problemas em que se viu envolvido José Veiga e a insólita decisão de dispensar Fernando Santos à 1ª jornada, fizeram o "projecto desportivo" recuar.
Este foi, talvez, o ponto negro do seu consulado. Do qual se demorou a recompor e desde aí a ânsia legítima e justa em ver reconhecido dentro das quatro linhas todo o trabalho que fez em reerguer o clube das cinzas tem-lhe toldado um pouco o racíocínio. Com mais paciência e menos impetuosidade; com mais cínismo e menos frontalidade; com mais silêncio e menos ruído - as coisas podiam e deviam ter sido diferentes.
Todos os benfiquistas têm já registado no seu código genético de benfiquistas tudo o que fez em prol do clube: o estádio, o centro de estágios, a recuperação financeira, a credibilização do clube, a recuperação das modalidades (que até já vão em catadupa às finais das provas europeias), a Benfica TV, a Fundação Benfica, a difusão do benfiquismo pelas Casas do Benfica, os 240 mil sócios.
Falta, você sabe que falta meu caro Luís Filipe Vieira, a cereja em cima do bolo: uma enorme consistência na conquista de títulos. Deixe-me arriscar este prognóstico para os próximos 10 anos do seu consulado: 6 títulos de campeão, 3 finais europeias (e as finais não se jogam, ganham-se) e 500 mil sócios. Só está nas suas mãos atingir estes objectivos.

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