sexta-feira, 9 de março de 2012

Os árbitros estrangeiros

Escrevi o meu segundo artigo para o site "Notícias do Futebol". Defendi a nomeação de árbitros estrangeiros para determinados jogos do futebol português. O jogo da passada sexta-feira entre Benfica e Porto era um dos que devia ter sido arbitrado por um juiz estrangeiro. Mais fiquei convencido disso depois de ter visto a arbitragem de Howard Webb no Benfica - Zenit.
Os árbitros estrangeiros são melhores que os portugueses? São. Os árbitros estrangeiros são imunes a pressões? Em Portugal, sim. Os árbitros estrangeiros não erram? Sim, erram. Os árbitros estrangeiros terminavam com o clima de suspeição? Sim, terminavam. Com árbitros estrangeiros a verdade desportiva estava melhor defendida? Sim, estava. Com árbitros estrangeiros os jogos de poder e de bastidores sofriam um grande abalo? Sim, sofriam.
E pronto, aos meus leitores aqui está a minha opinião. E, se a nomeação de árbitros estrangeiros for para a frente, prometo não criticar nenhum mesmo que ele erre em prejuízo do Sport Lisboa e Benfica.

quarta-feira, 7 de março de 2012

A história não acaba aqui, pois não Jorge?


E pronto, os quartos de final já cá cantam. Agora venha o Chelsea, como quer Jesus, ou o Napóles, ou Inter, Milão ou Marselha, Apoel ou Lyon, Bayern ou Basileia. Sou sincero: Real ou Barcelona, na final. Ontem, Jesus ouviu e leu as críticas ao jogo de sexta-feira. Fez bem. Ninguém é imune a críticas e quando elas são construtivas e apenas querem ajudar o Benfica a ser mais forte são sempre bem-vindas. Jorge Jesus, estou certo, compreendeu isso.
A abordagem ao jogo com o Zenit foi a mais correcta e as alterações que fez durante o jogo foram um sinal de que Jesus aprende com os erros e com as críticas. Acresce que o treinador do Benfica está a "crescer" na Liga dos Campeões. Não são só os jogadores jovens que crescem com os jogos e com jogos de maior dificuldade.
Também os treinadores são cada vez mais completos quanto mais jogos de alta dificuldade as suas equipas são obrigadas a enfrentar. Jorge Jesus pode ser um "catedrático do futebol", pode ser um "mestre da táctica", mas ninguém nasce ensinado.
Ontem, Jesus mostrou que é um treinador inteligente e cada vez mais competente e completo. Nélson Oliveira pode dar-se por feliz por ter caído nas mãos de um "fazedor" de grandes jogadores. E Jesus sabe que são os jogos da Champions que lhe podem dar cada vez mais competências - do futebol interno sabe ele para dar e vender.
Até na conferência de imprensa Jesus foi ontem um mestre. Deixou de lado o ar carregado e mostrou bonomia contagiante. É de um Jesus assim que queremos sempre, dentro e fora do campo. E a história não acaba aqui, pois não Jorge?

segunda-feira, 5 de março de 2012

A culpa não pode morrer solteira (Proença "casa" com Jesus)

A ressaca acaba hoje porque amanhã é dia de Liga dos Campeões. Já agora, com quem vai jogar o porto? Ah, foi eliminado? Pelo Zenit e pelo Apoel? Bom, passemos à frente. Ou melhor, deixem-me dizer também algumas coisas sobre o Benfica - porto, de sexta-feira.
Mais uma vez a soberba atacou Jorge Jesus. Não podemos fazer de conta que a culpa morreu solteira, porque há culpados por estarmos, agora, a 3 pontos do porto. Falei no plural, porque há jogadores que não estiveram à altura das exigências, mas o dedo acusador tem de ser dirigido a Jorge Jesus, porque é o treinador, porque é o máximo responsável, porque teve esta época tudo o que pediu, porque só tinha de gerir 5 pontos de avanço ao entrar para o último terço do campeonato e fez tudo mal.
Atenção: Jorge Jesus é, na minha opinião, um bom treinador e um treinador que deve continuar na Luz, mas não está imune às críticas nem aos erros. Comecemos pelo fim: antes de se atirar, legitimamente e com toda a razão do mundo, a Pedro Proença, Jesus devia ter feito um "mea culpa", devia ter dito: "eu sou o culpado", "eu errei". Não há ninguém que lhe diga para assumir os erros quando eles são evidentes para toda a gente? Toda a gente erra e só ele é que não erra?
Pois bem, aqui vão os erros de Jorge Jesus: 1 - Fez como Koeman, apostou tudo na Liga dos Campeões e desvalorizou a Liga; ou seja, desvalorizou os jogos em Guimarães e em Coimbra, com a Académica, pensando que o título estava no bolso; 2 - O ano passado apostou até à exaustão em Roberto, este ano é em Emerson. A primeira teimosia custou-nos o campeonato do ano passado, esta segunda espero que não custe o deste ano; 3 - Será que Luís Martins (para já não falar de Capdevilla) não é capaz de fazer melhor que Emerson?; 4 - Qual a intenção de depois de meses de silêncio, se ter lembrado de começar a lançar farpas ao porto, como aquela de dizer que com Lucho e Janko o porto não tinha melhorado?
Há mais, mas fiquemos por aqui. Jorge Jesus está numa altura crucial da sua carreira. Tem experiência e competência suficiente para dar a volta por cima, mas tem de começar por corrigir erros crónicos de comunicação e de planeamento de época.
Pedro Proença foi aquilo que se sabia que ia ser: um árbitro internacional, com experiência, e por isso capaz de fazer o "trabalho sujo" sem sujar as mãos. Foi o que aconteceu. Proença não errou no 3º golo do porto, o fiscal de linha é que foi o culpado (um clássico do futebol português), mas toda a arbitragem foi no sentido de condicionar e amarrar o jogo do Benfica. Foi uma arbitragem armadilhada. O Benfica devia saber que ia ser assim e devia ter actuado em antecipação e não tipo "casa roubada, trancas na porta". Agora não vale a pena chorar sobre leite derramado. É eliminar amanhã o Zenit e confiar que ainda tudo está em aberto na Liga. O resto deve ser resolvido dentro de casa, ok?

sexta-feira, 2 de março de 2012

11 razões para uma vitória



O jogo de hoje culminará com uma vitória do Benfica pelas seguintes razões objectivas: 1 - Temos melhores jogadores; 2 - Temos melhor plantel; 3 - Temos um técnico mais competente, mais experiente e mais motivador; 4 - Jogamos no nosso estádio; 5 - Vamos ter o apoio de mais de 60 mil benfiquistas; 6 - Temos uma estrutura forte; 7 - Temos jogado com grande intensidade; 8 - Temos um futebol ofensivo de grande qualidade; 9 - Temos um finalizador nato, Cardozo; 10 - Temos o melhor jogador do campeonato, Aimar; 11 - Temos um puro génio em potência, Rodrigo.
Temos tudo isto e mais, como deixei bem claro no artigo que escrevi para o site "Notícias do Futebol" e que podem consultar aqui.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Queda, não! Quebra, sim!

A poucos dias daquele que já se apelida de jogo do título - o Benfica - FC Porto de sexta-feira -, é urgente fazer uma análise sobre os últimos resultados negativos obtidos pelo Benfica. O jornal "A Bola" chamou-lhe "a queda". Julgo que exagerou. A derrota em Guimarães e o empate em Coimbra não consubstanciam uma "queda" mas sim uma "quebra".
O que terá originado essa "quebra"? As opiniões são muitas e variadas. Vou dar a minha. Depois de uma primeira volta fortissima, a que se juntou uma impecável fase de grupos da Liga dos Campeões, o Benfica sentiu necessidade de abrandar.
Jorge Jesus, ao contrário do que querem fazer querer, não planeou mal a época; nem se agite o fantasma das equipas de Jesus começarem a quebrar no último terço do campeonato em virtude da elevada exigência que o técnico impõe desde o princípio - isso é um "mito urbano".
O abrandamento dá-se no "timing" correcto: segunda metade de Fevereiro, antes ainda de entrar na recta final da época. Acontece que Jorge Jesus não contou com diversas peripécias que prejudicaram este planeamento.
A primeira, o problema físico de Rodrigo, um alvo a abater por Bruno Alves; a segunda, a lesão de Javi Garcia, o pêndulo da equipa; a terceira, duas arbitragens claramente tendenciosas e que com um Benfica limitado e mais vulnerável puderam levar a água ao moinho.
Posto isto: Jesus é completamente inocente? Nada disso. O técnico foi, no limite, imprevidente. Com a sua experiência, sabia ou devia saber, que o Guimarães iria tentar fazer o jogo da sua vida; assim como a Académica, orientada por um "comissãrio" do Dragão.
É, por isso, que se deve ter uma dúvida razoável sobre a forma como Jorge Jesus preparou estes dois últimos jogos. Ninguém é infalível, Jesus também não. Seja como for, nada que coloque em causa a época. Por estes dias, o Benfica está calmo e tranquilo, sabe da competência do seu técnico e dos seus jogadores; sabe da força de uma estrutura que tem no Presidente Luís Filipe Vieira o mentor de uma estratégia ganhadora.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Uma questão de feitio...




Paulo Bento tem mais um problema para gerir: a convocação de Bruno Alves para o próximo europeu, que arranca dentro de poucos meses. Não é um problema menor. A entrada completamente assassina às pernas de Rodrigo que o ex-defesa do fcp, actualmente no Zenit, protagonizou ontem no jogo da Liga dos Campeões, não está a ser interpretada como um lance qualquer, pelo contrário.
Apesar da "água na fervura" que Jorge Jesus tentou colocar no final do jogo, a atitude do ex-portista foi vista como contendo indícios de premeditação, com o Benfica - FCP em pano de fundo. O presidente do Benfica, aliás, ficou "em brasa" e os comentários na viagem de regresso não foram meigos para Bruno Alves.
Sabendo como a selecção precisa do apoio da esmagadora maioria dos portugueses, este episódio pode vir a estragar a lua-de-mel com a equipa das quinas. Cabe a Paulo Bento decidir. A maneira como Bruno Alves será recebido na Luz para o jogo da 2ª volta pode ajudar na decisão.
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