terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A crónica

Vitória do Benfica: "Foi uma vitória fantástica de uma equipa fantástica, feita por um treinador fantástico, que escolheu um corpo técnico fantástico, que soube aproveitar as fantásticas instalações de campus do Seixal, escolhidas por um director desportivo fantástico, que foi escolhido por um Presidente fantástico, eleito por adeptos fantásticos que os têm apoiado sempre".
AJC: "Excelente jogo, mas calma. Pezinhos bem assentes no chão, muita solidariedade, humildade e sempre em apoio da equipa. Tudo isto será necessário para lutar e vencer sempre contra 14.Estes árbitros são simplesmente miseráveis, mas já sabemos isso. Temos que ser sempre muito melhores que os outros para conseguir ganhar. Não nos basta ser melhores temos que ser muito melhores. É necessário transmitir isto aos jogadores para que eles, de posse desta informação, possam dar um pouco mais de si e serem solidários.
JRAugusto: "O comentário principal que deve ser feito, até porque ganhámos, é à actuação do árbitro, filho do famoso Soares Dias. Tantos e tão injustificados e ridículos cartões amarelos aos jogadores do Benfica. Moreira. com o Benfica a ganhar 3 a 0, leva um amarelo por perder tempo!!! Ruben Amorim, leva amarelo sem tocar em ninguém. Katsouranis leva amarelo por nada, mas que o impede de jogar o próximo jogo. Afigura-se-me que a tentativa do árbitro era equilibrar o nº de jogadores depois da inevitabilidade da expulsão do Marcos. E as agressões violentas e com marcas ao Reyes e nas costas do Aimar? Nem amarelo mereceram".

Mário: "Grande vitória. A vitória da classe, da garra, da vontade, da genialidade dos nossos jogadores. É nesta táctica que Quique deve jogar, com Aimar atrás do ponta-de-lança, com Katsouranis solto, com um trinco cá atrás a fechar e com o grande Suazo lá na frente a rasgar as defesas todas. Grande Benfica. De salientar que o Marítimo era a defesa menos batida do campeonato.Viva o Benfica".

Hugo: "A expulsão tornou fácil uma vitória que se avizinhava complicada.De qualquer forma, nada que retire brilhantismo ao resultado alcançado pelos nossos jogadores... Há que continuar na senda das vitórias...Saudações benfiquistas".

Zé Amaral: "Depois das decepções recentes (espero que tenham servido para aprender alguma coisa e não para atirar as culpas para o Quim) todos os (verdadeiros) adeptos do SLB, mais que esperar, exigiam uma vitória redentora, e ela surgiu, contundente e sem espinhas, arrancada de forma categórica num Caldeirão dos Barreiros vestido de vermelho e a rebentar pelas costuras. Bem sei que se calhar é ser muito optimista, senão mesmo sonhador, mas talvez agora os "Benfiquistas" mais incrédulos passem a acreditar nesta equipa e a apoiar como ela merece: no estádio.Finalmente Quique pôde dispor as peças certas nos lugares certos, e este SLB cheio de personalidade e "ganas" não engana, foi o que já se vira em Guimarães, a diferença é que aqui fomos nós quem jogou em superioridade numérica...Agora, mais uma vez, exigimos que a Águia volte a exibir as suas garras e a próxima paragem é Matosinhos, onde mora o adversário mais difícil desta Liga. Aguardando ansiosamente novos desenvolvimentos nos próximos capítulos".
Ficha do Jogo
11ª Jornada
Estádio dos Barreiros (Funchal)
Marítimo - 0; Benfica - 6
Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto)
Benfica: Moreira; Maxi, Luisão, Sidnei e David Luiz; Katouranis, Bynia, Ruben Amorim, Reyes; Aimar e Suazo.
Golos: Reyes, Suazo (2), Luisão e Nuno Gomes (2)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Uma vitória extraordinária

Comente aqui a extraordinária vitória do Benfica sobre o Marítimo, por 6-0, no Funchal. A crónica segue dentro de momentos, abrilhantada com os vossos comentários. Viva o Benfica!
FOTO: Duarte Sá (Reuters)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

À espera de um torcicolo


Quim ou Moreira? Moreira ou Quim? A dúvida está instalada na opinião pública e entre os adeptos do Benfica. E Quique, a quem cabe a decisão final, já resolveu o dilema ou continua com dúvidas? E não há ninguém que arranje um torcicolo ao treinador espanhol do Benfica? Imaginação precisa-se.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

É tempo de dizer basta!

O sportinguista Vítor Pereira utiliza critérios muito estranhos na nomeação de árbitros para os jogos da Liga. Na próxima jornada, os 3 "grandes" são arbitrados por juízes da AF Porto (Soares Dias, Jorge Sousa e Paulo Costa). Nota zero para ele.
Vítor Pereira, o sportinguista que preside à Comissão de Arbitragem da Liga, disse há alguns dias que não podia ir ao mercado de Inverno contratar árbitros: “São estes, e não outros, com que tenho de contar”, disse, na altura, naquele que foi o maior atestado de incompetência passado aos árbitros portugueses, que me lembre.
Não caindo nos exageros hipócritas de Paulo Bento, não custa admitir que a qualidade da arbitragem portuguesa não é digna de reconhecimento. Mas, a bem da verdade, Vítor Pereira não tem ajudado nada.
Numa breve análise às nomeações feitas para os jogos dos 3 “grandes”, decorridas 10 jornadas, há um dado que ressalta: os jogos de Benfica (4), FC Porto (3, mas menos 1 jogo) e Sporting (4) foram maioritariamente arbitrados por membros da Associação de Futebol do Porto – com a curiosidade de na próxima jornada (11ª), os 3 clubes serem arbitrados por juízes da citada associação.
O problema talvez não seja geográfico, embora seja pouco crível que, num quadro de 25 árbitros, a competência para arbitrar os “grandes” recaia, quase em exclusivo, nos homens de negro oriundos da AF Porto.
O problema, se calhar, está naquilo em que tenho vindo a insistir: o “sistema”, cujos rostos Dias da Cunha identificou (Pinto da Costa e Valentim Loureiro), mantém-se na posse dos cordelinhos. Para justificar esta tese, nem sequer me dou ao trabalho de apurar de onde vêm os delegados e os observadores aos jogos.
Basta-me ler na imprensa a iniquidade dos relatórios redigidos pelos observadores sobre o desempenho dos árbitros e respectiva pontuação. Lembro-me sempre de uma expressão que sintetiza este estado de coisas: a realidade ultrapassa a ficção.
Vítor Pereira sempre pode argumentar que a AF Porto é a que tem, conjuntamente com Lisboa e Setúbal, o maior número de árbitros no quadro principal (5). Mas, que diabo!, em Vila Real, Braga, Santarém, Aveiro, Coimbra, Madeira e Portalegre, nenhum árbitro é suficientemente capaz e competente para arbitrar o Benfica? Ou seja, em 12 associações com árbitros no primeiro escalão do futebol português, apenas 1/3 disponibilizou membros para arbitrar o SLB. Curioso, não?
Depois do Rio Ave (penálti sobre Aimar não assinalado), do Leixões (penálti por assinalar por mão de leixonense na sua grande área), do V. Guimarães (expulsão injusta de Reyes e expulsões perdoadas a Andrezinho e Flávio Meireles), da Académica (Reyes massacrado por faltas sem qualquer advertência para os jogadores da Briosa), da Naval (penálti sobre Ruben Amorim não assinalado), do V. Setúbal (carga sobre Cardozo no limite da grande área não assinalada e expulsão perdoada a jogador setubalense por agressão a Reyes), é tempo de dizer basta.
Quanto ao senhor Vítor Pereira, lamentamos mas não podemos ir ao mercado de Inverno contratar outro presidente da Comissão da Arbitragem da Liga.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Natal é em Dezembro

Imaginemos que era Paulo Bento, e não Quique Flores, o protagonista da conferência de imprensa de ontem à noite, na Luz, depois do Benfica – V. Setúbal. “Mais uma vez fomos prejudicados pela arbitragem. Espero que os nossos adeptos deixem de ser simpáticos e passem a criar um mau ambiente para os árbitros”, diria Bento. “Foi um acidente de percurso”, disse Quique. Será que isto faz toda a diferença? Mais à frente o saberemos.
Para já, o que faz toda a diferença é a forma de Quim, em comparação com o ano passado. O nosso guarda-redes está a passar por uma grave crise de confiança, que teve como picos o jogo da Selecção contra o Brasil e o jogo da passada quinta-feira, na Grécia, contra o Olympiacos. Ontem, ao não agarrar uma bola fácil, permitiu o primeiro golo do Setúbal. E quanto ao golo do empate nos descontos, nem vale a pena comentar.
O que fazer? Na próxima jornada, no Funchal, contra o Marítimo – um jogo crucial -, não há que ter dúvidas: Moreira na baliza, já. Até para defender Quim e possibilitar um trabalho de reforço de confiança. Quim é um homem de forte carácter e não se vai deixar abater por isto.
Mas os lapsos de Quim não podem branquear o erro clamoroso, grave e com influência no resultado cometido pelo árbitro Vasco Santos, da AF do Porto (porquê?), que não expulsa um jogador do Setúbal (Sandro) por agressão a Reyes, deixa continuar a jogada, e depois vê o seu auxiliar anular um golo limpo a Suazo. Seria o 3 – 1 e a história completamente diferente.
Se Quique não quer ser Paulo Bento, o que se aceita, compreende e aplaude, então é importante que seja Rui Costa, o director desportivo, que já disse que é ele que tem de dar a cara por tudo o que se passa no futebol do Benfica, a marcar presença na conferência de imprensa e a dizer algumas verdades.
Aliás, Rui Costa já fez saber junto do árbitro aquilo que qualquer benfiquista pensa dele. Eu gostava que para além da troca de palavras no túnel, o nosso director desportivo desse voz à enorme revolta que germina no seio dos benfiquistas.
Para que não se tente branquear esse autêntico “roubo de igreja” cometido por Vasco Santo, na Luz, com o fraco desempenho de Quim ou de outros jogadores do Benfica. Já basta de fazer o papel de bonzinho. Espírito de Natal, sim, mas sem exagerar. Foto: Armando França (AP Photo)

10ª Jornada
Benfica – 2; V. Setúbal – 2
Estádio da Luz
Árbitro Vasco Santos (AF Porto)

Benfica: Quim; Maxi, Sidnei, Miguel Vítor e Jorge Ribeiro; Katsouranis, Carlos Martins, Ruben Amorim e Reyes; Suazo e Cardozo.

Golos: Katsouranis e Suazo

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

1º

Tinha previsto escrever um texto sobre a minha “ideia” de Benfica. O tema obrigava a algum tempo de reflexão, a que não me submeti, e a alguma investigação, que por falta de tempo negligenciei. Esta temática fica, assim, para posterior momento.
A semana, aliás, foi marcada pelo desastre de Atenas. O que, curiosamente, me fez recuar até à minha infância, ao momento onde, pela primeira vez, senti fervilhar dentro de mim a chama imensa e percebi com absoluta nitidez que só podia ser benfiquista. Foi em 1971, tinha 8 anos, e o Benfica tinha acabado de perder por 4 – 1, em Munique, contra o Bayern.
As derrotas, mesmo as mais pesadas, são muitas vezes, detonadoras de catarses necessárias. Porque será que as guardamos mais tempo no nosso subconsciente? Serão elas a verdadeira prova da nossa fé inquebrantável? Será que o orgulho ferido nos faz mais fortes, mais determinados? Será que da humilhação nasce a revolta?
Será, com certeza, tudo isto. Mas, o certo é que não sou nem mais nem menos benfiquista depois de Atenas, nem isso ocorreu depois de Vigo. As derrotas, mesmo as mais pesadas, são meros episódios de uma história gloriosa, de feitos e conquistas. Sem elas, não havia nenhum apelo: “levanta-te e caminha”. Não havia o gesto de sacudir o pó da camisola, levantar a cabeça, encher o peito de ar e lançar, de novo, o ataque.
Hoje à noite, na Luz, vamos receber os nossos heróis, de Atenas e de Nápoles, e mostrar-lhes que é nas derrotas que se veêm os campeões. Hoje à noite, na Luz, contra o Vitória de Setúbal, vamos regressar ao nosso lugar, ao primeiro lugar, certos de que é nas derrotas, mesmo as mais pesadas, que arranjamos, de novo, forças para retomar o trilho que fez a nossa história: o caminho da vitória. Somos o Primeiro.
publicado por Pedro Fonseca in blogue "Novo Benfica"
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