sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Contas e outros fados

Ciclicamente, as contas do Benfica são tema de debate nas redes sociais.
Ou porque não foram aprovadas.
Ou porque foram aprovadas.
Ou porque aconteceu isto.
Ou porque aconteceu aquilo.
Não vejo tanto entusiasmo juvenil sobre este assunto nos outros grandes clubes portugueses.
Porque será?
Será porque o Benfica é o único grande clube português que apresenta e discute as suas contas em assembleias gerais de sócios, enquanto nos outros o relatório e contas é assinado em gabinetes longe do escrutínio dos associados?
Será porque no Benfica as contas são tão transparentes que se dá a oportunidade a todos os sócios de publicamente e perante a comunicação social dizerem de sua justiça?
É extraordinário que alguns poucos sócios se deêm ao trabalho de manifestarem a sua "preocupação" sobre as contas do Benfica, quando elas são auditadas, escrutinadas, aprovadas em assembleias gerais.
Na verdade, causa espanto como é que um clube assim, de contas tão "preocupantes" pode manter todas as suas jóias, quando seria natural ter realizado uma verba próxima dos 100 milhões de euros com a venda de alguns jogadores.
Causa espanto que essas contas "preocupantes" não evitaram que o Benfica continue a aumentar o seu património, com a construção do Museu (mais um projecto pioneiro) e a ampliação do Centro de Estágio (pago pelo Benfica).
Mas importa questionar esses críticos, que quando se vendeu Witsel e Javi Garcia, o ano passado, por 70 milhões de euros, ai Jesus que o desastre desportivo estava à porta. Agora, ai Jesus que não se vendeu ninguém...!!! Em que ficamos?
Lamento profundamente que alguns benfiquistas embarquem em críticas serôdias que apenas servem para dar trunfos aos nossos adversários.
Lamento que esses benfiquistas se focalizem em atacar o Benfica e não a elogiar a sua estratégia e a sua gestão.
Porque há muitos e bons motivos para elogiar o que se tem feito no Benfica nos últimos anos.
Mas vamos a duas coisas muito recentes.
Nunca ouvi esses críticos elogiarem a formação do Benfica, que dá cartas nas selecções mais jovens.
Nunca ouvi esses críticos elogiarem o Benfica por ter conseguido trazer a final da Champions para o Estádio da Luz. Uma vitória que não é só do Benfica, mas de todos os portugueses, que hoje têm poucos motivos para se orgulhar do seu País.
Ainda recentemente, vi a loucura que se apoderou dos japoneses por Tóquio ter sido eleita a cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2020. Pois a final da Champions na Luz devia ter sido festejada da mesma maneira.
Mas nós somos portugueses, temos o fado na alma, somos assim e, se calhar, não há nada a fazer. 
Isto não quer dizer que não se deve criticar. O que quero dizer é que não vejo, nem leio críticas construtivas, daquelas que ajudam a crescer e a fazer melhor.
Apenas vejo, ouço e leio críticas destrutivas e que em nada ajudam o Benfica. O que vale é que são poucos aqueles que acham que tudo está mal. 
A esmagadora maioria dos benfiquistas sabe bem o que se fez de bom nestes últimos anos. E tem sufragado essa obra, essa estratégia e esse projecto nas urnas.

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