
É certo que derrota é derrota, mas não é menos certo que o resultado que menos envergonha o futebol português foi conseguido pelo Benfica. Uma equipa do Benfica sem Petit e sem os dois centrais titulares, Luisão e David Luiz. Uma equipa do Benfica com Miguel Vítor, um jovem da “cantera”, um campeão do Mundo de sub-21, o argentino Di Maria, um central que pisava pela primeira vez um relvado europeu da dimensão mítica de S. Siro, o brasileiro Edcarlos, um uruguaio ainda à procura da adaptação a um futebol mais exigente, Maxi Pereira e um avançado paraguaio ainda à procura do seu espaço, Óscar Cardozo. Bravo Benfica.
Mas é preciso reflectir sobre estes resultados, que juntamente com os da Selecção dão que pensar. O problema é que ninguém pensa o futebol português. Gilberto Madaíl está refém de Scolari e dos barões e baronetes de sempre. Hermínio Loureiro apenas pensa em taças da liga, lamentável invenção que ninguém leva a sério.
A Federação está mais interessada em naturalizar brasileiros para entraram na “equipa de todos nós”, como magistralmente foi apelidada a Selecção nos idos de 60 por esse grande jornalista, Ricardo Ornelas. Apostar na formação é pouco mediático e não traz resultados imediatos, e, por isso, o futebol português marca passo. A Liga, em vez de procurar um modelo de campeonato mais competitivo, limita-se a apanhar bonés. Pobres clubes, pobre Selecção, pobre futebol português.
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