sábado, 1 de novembro de 2008

5 + 4

Os 5 anos de Luís Filipe Vieira à frente do Sport Lisboa e Benfica, comemorados ontem, motivaram, nos últimos dias, declarações de apoio e de enaltecimento ao trabalho desenvolvido pelo Presidente da maior instituição portuguesa. Não deixa de ser estranho este unanimismo.
Estranho porque Luís Filipe Vieira nunca foi homem, felizmente, para unanimidades ou para grandes consensos. O líder da Luz é uma daquelas personalidades que não deixa ninguém indiferente – ou se ama ou se odeia. Curiosamente, como a Pinto da Costa. Vieira nunca pretendeu ser carismático, nem diplomático, nem conveniente, nem agradar a gregos e troianos. A sua vida teria sido muito mais fácil se fosse essa a sua intenção, como foi a de muitos outros presidentes do Benfica. Mas, pelo contrário, Vieira colocou sempre à frente os superiores interesses do Benfica, em prejuízo dos seus interesses pessoais e da sua imagem.
Teria sido fácil, e a merecer o aplauso hipócrita de muitos, fechar os olhos ao “Apito Dourado” e ao “Apito Final”, mas Luís Filipe Vieira não foi por aí, não foi pelo caminho mais fácil. Mesmo com prejuízo da sua vida pessoal (e só ele sabe o que a sua família sofreu) procurou sempre lutar pela regeneração do futebol português, pela credibilidade e pela transparência.
Hoje é fácil elogiar e apoiar Luís Filipe Vieira. O futebol português vive um momento histórico e de viragem, como o atesta a entrevista de hoje, a “A Bola”, de Ricardo Costa, o presidente da Comissão Disciplinar da Liga de Clubes, embora ainda muito caminho falte para andar.
É por isso que o futebol português e o Sport Lisboa e Benfica ainda precisam da liderança de Luís Filipe Vieira. É que nada do que foi conseguido se pode dar por adquirido totalmente. O “sistema” anda por aí, cambaleante e moribundo, é certo, mas à espera de algum soro milagroso. As arbitragens do passado fim-de-semana, de Paulo Batista, no FC Porto – Leixões, e de Rui Costa, no Benfica – Naval, assim como a nomeação de Carlos Xistra para o V. Guimarães – Benfica, fazem temer que se possa estar a preparar um regresso ao passado. Só com a construção de um exército de apoio a Luís Filipe Vieira (e a outros, como Dias da Cunha, que estão imbuídos do meu espírito) se pode travar essa contra-ofensiva.
Vieira, em entrevista ao site do Sport Lisboa e Benfica, abriu a porta a uma recandidatura. Se os benfiquistas assim o entenderem, e ninguém acredita noutra hipótese, completará 9 anos à frente do clube da Luz. Se estes 4 próximos anos forem repletos de títulos, como todos desejamos e como tudo indica que serão (pelo trabalho feito, pela dinâmica do futebol imposta por Rui Costa), então Luís Filipe Vieira pode garantir aquilo porque nunca lutou, um lugar na galeria dos maiores líderes do clube da Luz.

3 comentários:

  1. Meu caro Pedro.
    LFV, o nosso Presidente ressucitou um comatoso.
    O nosso Glorioso clube estava em estado de coma, mas coma profundo, não fora essa enorme figura e o BENFICA já tinha sido sepultado.
    Bem Haja Snr. LUIS FILIPE VIEIRA.
    BENFICA SEMPRE

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  2. hoje contra xistra, foram herois. que roubo incrivel.

    o sistema esta muito vivo. vitor pereira um dos seus rostos, ele, que sendo sportinguista trabalhou toda a vida em prol dos andrades.

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