
Com um potencial financeiro incomparavelmente superior ao de qualquer equipa portuguesa, basta recordar que Gomes e Oliveira foram na década de 80, do FC Porto para o Gijon e o Bétis, equipas menores da liga espanhola, os clubes espanhóis nunca sentiram grandes dificuldades em contratar quem bem lhes apetecesse.
A sua pujança financeira, alavancada por uma Espanha num processo de desenvolvimento acelerado e pelo encaixe de verbas de transmissão televisiva cujos montantes eram dezenas de vezes superiores aos recebidos pelos maiores clubes portugueses, tornavam a liga espanhola um “caso” à parte no mundo do futebol, mesmo ao pé da porta. A Espanha começaram a chegar os maiores craques mundiais: Cruyff, Maradona, Krankl, Romário, Neeskeens, Ronaldinho, Messi, Zidane, etc.etc.etc. – seria fastidioso e impossível enumerados.
O ponto é que (e isto é que é importante assinalar), pela primeira vez não estamos colocados na posição de país pobrezinho que tem de exportar os seus melhores – nomeadamente para o nosso poderoso vizinho ibérico – mas, conseguimos trazer de Espanha, actual campeã da Europa, onde estão dos mais fortes clubes europeus, tanto desportiva como financeiramente, um atleta de dimensão mundial – não espanhol, mas argentino, de uma das melhores e mais tituladas Selecções mundiais. Ou seja, com a aquisição de Pablo Aimar, não é só o Benfica que ganha, é o futebol português e a nossa liga que vê inverter-se a tendência de saída dos melhores.
Mais uma vez, o Benfica a contribuir para a valorização da indústria do nosso futebol, desta vez não pela luta pela sua credibilização, mas pela contratação dos melhores artistas.
Foto em www.slbenfica.pt
Glorioso 2008 / 2009
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