domingo, 22 de março de 2009

A Taça é nossa!

O Benfica venceu a Taça da Liga, derrotando o Sporting nas grandes penalidades, depois de um empate de 1-1 no final dos 90 minutos. É isso, custe o que custar, doa a quem doer, que vai ficar para a história.
Antes de irmos ao jogo, algumas notas prévias: 1 - Lucílio Batista é um mau árbitro, cujas actuações no passado têm um denominador comum - beneficia, geralmente, o Sporting. Como aconteceu em 2008, onde num Sporting - Marítimo apitou uma grande penalidade que não existiu a favor dos leões, que lhes permitiu alcançar o segundo lugar e a Liga dos Campeões; 2 - O Sporting é useiro e vezeiro em lançar atoardas sobre a arbitragem. No passado fez um dia de luto, agora acha que estão a mais no futebol português. Que tal se o Sporting for disputar o campeonato da Alemanha?; 3 - Paulo Bento, mais uma vez, deu um mau exemplo, com as suas atitudes. Para quando um castigo a sério ao treinador do Sporting, que depois de ter incendiado ambientes contra os árbitros, agora tem gestos que se fossem outros a protagonizá-los não passariam impunes? Enquanto uns são castigados por pisar relvados, Paulo Bento pode dizer e fazer tudo que não é castigado; 3 - O treinador do Sporting é ainda muito novo, mas já disse tais coisas sobre os árbitros que qualquer dia vai ter de engolir tudo de uma vez; 4 - Miguel Ribeiro Teles e Soares Franco são dois indigentes. O segundo vai sair de cena, o primeiro fazia bem em seguir o mesmo caminho - para tornar o ambiente mais saudável.
Vamos ao jogo. Grande ambiente, grande emoção, grande espactáculo, mas o jogo foi paupérrimo. O Benfica voltou a exibir as deficiências do costume. Pouco controlo de bola, pouca circulação de bola, apenas chuto para a frente, à procura de Suazo (e como este está em quebra de rendimento, o jogo é medíocre).
Quique inventou mais uma vez. Agora, foi a colocação de Aimar na esquerda e Reyes na direita. Resultado, uma equipa coxa, onde a bola passava directamente dos defesas para o único avançado, mas raramente ele chegava lá.
Nuno Gomes "fez" de Aimar, mas a ideia não surtiu efeito. No meio, Ruben Amorim não conseguia pegar no jogo e Katsouranis mal se via. O único que mostrava serviço era David Luiz, que tinha de pegar na bola sozinho e levar a equipa para a frente.
Mau, muito mau. A perdida de Nuno Gomes no início do jogo é típica do nosso "capitão", que não tem espírito de "matador". Quique demorou muito a mudar a equipa. Acabou por meter Di Maria para o lugar de Nuno Gomes, mas em lugar de o colocar à esquerda, manteve aí Aimar e colocou-o no apoio a Suazo.
Enquanto isso, Cardozo mantinha-se no banco. Apenas a 2 minutos do fim o paraguaio foi lá para dentro, conjuntamente com Carlos Martins. O pensamento do espanhol já estava nas grandes penalidades. Aqui, uma palavra de grande agradecimento para Quim, que acabou por ser o herói do jogo ao parar três penáltis.
A coisa acabou por correr bem e acabar em grande, para gáudio do "mar vermelho" que invadiu o Algarve. Os adeptos mereciam mais futebol da equipa, mas, pelo menos, a Taça é nossa! Foto: Nacho Doce (Reuters)

sábado, 21 de março de 2009

Glorioso

SLB, SLB, SLB.... GLORIOSO SLB

Lucílio, esse desconhecido

Lucílio Batista é o árbitro da final da Taça da Liga, que hoje se disputa no Estádio do Algarve, entre Benfica e Sporting. Para se perceber de que massa é feito o "sistema", recupero estes dois "posts", com o título "Lucílio+BES = Sporting" e "Dias decisivos", que escrevi o ano passado, sobre este fantástico árbitro. Recordar é viver.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Benfica e Boavista: amigos para sempre

Estádio do Bessa, de novo "vermelho" como na histórica tarde/noite de 2005.
A mão solidária do Benfica mostrou-se, mais uma vez, ao futebol português. No próximo dia 28, a equipa principal de futebol do Sport Lisboa e Benfica disputa um amigável com o Boavista, no estádio do Bessa.
A lotação do estádio - 30 mil lugares - já foi totalmente comprada pela PT, um dos principais "sponsors" do Benfica. Vivendo uma dramática fase da sua existência centenária, o Boavista corre hoje sérios riscos de extinção.
No fundo da tabela da Liga de Honra, o clube do Bessa está afogado numa desesperada situação economico-financeira de que não vê saída. Os salários em atraso aos jogadores e funcionários vão-se acumulando.
Numa derradeira tentativa de travar este rumo para o abismo, o presidente do Boavista, Álvaro Braga Júnior, buscou apoio junto do Presidente do Benfica. Luís Filipe Vieira disse sim, de imediato. O Boavista pode, enfim, começar a sorrir, de novo.
Clube histórico da cidade do Porto, campeão nacional, o Boavista Futebol Clube teve no Benfica a mão amiga e solidária que necessitava. Outros, seus vizinhos, viraram-lhe as costas, olhando com gáudio para a sua agonia.
Quando o Boavista regressar, como se deseja, em breve, ao convívio dos maiores do futebol português, não irá esquecer, certamente, esta ajuda do Benfica, na hora mais difícil. Também é assim que se constrói uma política desportiva.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Um Benfica "português"

As notícias não desmentidas sobre possíveis contratações do Benfica para a próxima época são "más notícias". Não porque se trata de jogadores oriundos de países e de clubes sem grande expressão futebolística (Thomas Enevoldsen? Jeremy Mathieu?), mas porque indiciam que o Benfica não consegue erradicar um dos seus males mais profundos: a contínua profusão de nomes de potenciais, previsíveis, eventuais reforços.
Travar esta torrente de nomes que só serve para alimentar as páginas de jornais e a avidez dos leitores, mesmo que a veracidade de negociações em torno desses jogadores seja menos que zero, é um ponto não dispiciendo para construir um Benfica de sucesso.
O mal que se faz ao clube, com consequências tremendas na tranquilidade dos jogadores, é incomensurável. Para além de que os nomes de que se fala são inenarráveis - quase me atrevo a dizer: feios e maus.
Continuo na minha: o Benfica deve apostar no mercado interno, o que não quer dizer exclusivamente em jogadores portugueses. Mas principalmente deve apostar em duas vertentes: na formação e na manutenção dos principais jogadores do plantel.
Deixar sair nomes como Luisão, Katsouranis, Cardozo ou Di Maria, para só falar naqueles que têm mercado de caras (os casos de Suazo, Reyes e Aimar serão tratados noutra oportunidade), não é política correcta.
É certo que no caso de exclusão da Liga dos Campeões, a venda de jogadores será o único caminho para obter receitas extraordinárias, mas ninguém pode sequer equacionar esse cenário. O tempo é, portanto, de serenidade e reflexão. Fugas em frente não auguram nada de bom. Nem o caminho pode ser o de lançar dinheiro para cima dos problemas.

domingo, 15 de março de 2009

Mais vale cair em graça

Benfica – 0; V. Guimarães – 1 (22ª Jornada). Quase 24 horas depois, o soco no estômago que foi a derrota na Luz contra o Vitória de Guimarães ainda faz mossa.
Tremenda decepção obriga a exigir explicações. O percurso último da equipa, com exibições confrangedoras, de que a realizada contra a Naval atingiu os limites do absurdo, não augurava nada de bom.
Sentia-se que tudo estava preso por arames. Ontem, apesar de tudo, quase 50 mil estiveram na Luz. Aos adeptos ninguém pode apontar nada. Passada a fase de torpor face a uma derrota que nos colocou praticamente fora da rota do título, a revolta ainda germina dentro de mim. E a vontade é a de por tudo em causa.
O tempo não é, porém, de analisar mais pormenorizadamente o que se passa na Luz. Abordarei esse assunto nos próximos dias. Para já, registo que os jogadores continuam a não saber o que fazer dentro do campo. A dois meses do fim da época, o Benfica não tem uma equipa estabilizada.
Quique Flores é o culpado de tudo? Não, mas é o culpado de ter “queimado” Léo e Quim, Cardozo e Balboa, Sidnei e David Luiz, Ruben Amorim e Jorge Ribeiro. Para além de não se perceber o que quer de Mantorras ou de Nuno Gomes, que umas vezes aparece nas costas do avançado, outras, como contra o Guimarães, é atirado para o lugar de Cardozo.
O paraguaio é talvez o caso mais inexplicável de Quique. Ontem, com 0-0, o treinador espanhol resolveu “liquidar” Cardozo. Com que intenção? Muitas explicações vão ter de ser dadas nos próximos dias. Por quem? Por Rui Costa, evidentemente.
O director desportivo era a face do desespero no final da partida. Tem, talvez, agora a sua prova de fogo como homem forte do futebol. Vai ter de apelar a toda a sua experiência para tomar as decisões que se impõem.
A época ainda não está perdida, mas os próximos dias vão ser decisivos. As declarações inacreditáveis de Quique no final da partida podem ter sido o bilhete de despedida. Falta saber como é que o balneário vai reagir a quem colocou toda a responsabilidade sobre os jogadores.
Cardozo é só a nova vítima. Como foram Quim, Léo, Reyes, Nuno Gomes. Juntar todos estes cacos será tarefa complicada, que vai exigir tudo de Rui Costa. A poucos dias da final da Taça da Liga, com o Sporting, o céu parece desabar.
Quique vai relativizar a situação, como sempre fez. Vamos ver se ainda há paciência para segurar um treinador que teve ao seu dispor o melhor plantel dos últimos anos. A corda já partiu. O pragmatismo pode, contudo, obrigar a engolir um sapo vivo, esperar por uma vitória no sábado e lutar pelo acesso à Liga dos Campeões. O tempo corre contra Quique.

Ficha do jogo
Benfica – 0; V. Guimarães - 1
Estádio da Luz
Árbitro: Jorge Sousa (AF Porto)

Benfica: Moreira; Maxi, Luisão, Miguel Vítor e David Luiz; Yebda (Urreta), Katsouranis, Di Maria e Reyes; Aimar e Cardozo (Nuno Gomes).
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