sporting - 1; Benfica - 4 (meias finais da Taça da Liga). O divã de alvalade serviu às mil maravilhas para recuperar animicamente os infelizes do Bonfim: David Luiz e Cardozo. A goleada podia ter sido mais expressiva, não se desse o caso de Di Maria estar exagerar nos seus slalons individuais. Muitos deles excepcionais, garantes de um espectáculo de qualidade superior, mas muitas vezes ineficazes.
Di Maria está a precisar de um divã e cabe a Jorge Jesus exercer uma das suas qualidades: um competente psicólogo. O extremo argentino vai ficar de fora do jogo com o Belenenses, pelo que entrará Fábio Coentrão. Pode ser que o tempo de descanso lhe refresque as ideias.
Por isso, foram 4, mas podia ser o dobro. Como os benfiquistas podiam ser o dobro daqueles que ocuparam todo um topo de alvalade. Mais de 6 mil, mas que podiam ter sido mais de 12 mil e assim ocupar as cadeiras vazias deixadas pelos sportinguistas desde o início do jogo, ou desde a meia-hora, quando Ramires fez o 0-2.
O resto foi uma gestão coerente de jogo jogado e de banco. Entrando de início com Éder Luis e Kardec, Jesus fez a gestão do plantel que se impunha e, na melhor oportunidade fez 3 substituições de uma assentada, entrando o trio maravilha: Cardozo, Aimar e Saviola – e a música passou a ser outra.
O sporting pode assim dar-se por satisfeito. Eu sei que o divã de alvalade não chega para joão pereira, mas a sua ficha médica indiciava que era um paciente de risco. Teve uma recaída grave e pode já não vir a ser consultado na áfrica do sul.
Enfim, Bettencourt tem muitos medicamentos para prescrever. A ressaca vai ser dura, mas nada que o tempo não cure. 4-1 é um resultado giro, mas a nossa alegria é comedida, bem sabemos que a compaixão é uma virtude e nunca gostamos de calcar quem está no chão. Afinal, joão pereira há só um. Foto: Francisco Seco (AP/Photo)




