Benfica - 1; Marselha - 1 (Liga Europa, oitavos, 1ª mão). Olhemos para este empate com o Marselha, na Luz, como ele deve ser olhado: um resultado que deixa tudo em aberto para a 2ª mão, no Vélodrome. É pouco, é fraco. É, mas sabíamos à partida, e Jorge Jesus não se cansou de o dizer, que a eliminatória ia ser “renhida”.
O Marselha foi aquilo que se esperava. O Benfica foi menos do que se esperava. Mesmo assim podíamos ter ganho a uma equipa que está a 3 pontos da liderança do campeonato francês. Não se trata já de um campeonato qualquer. É com certeza, hoje, um dos campeonatos mais competitivos da Europa.
Basta ver o Lyon, em 4º lugar, a eliminar da Liga dos Campeões o colosso Real Madrid. O Marselha tem tudo para regressar aos lugares de destaque da Europa do futebol, onde já esteve. O Benfica também tem tudo para isso.
O jogo da 2ª mão vai ser também “renhido” e a eliminatória decidida nos detalhes. Espera-se no Vélodrome (onde Portugal já foi eliminado da final do Euro 84, pela França de Platini) um Aimar em melhores condições, um Ramires menos preso de movimentos, um Saviola à Saviola, um Cardozo mais matador.
Foi pena o golo no fim. Um golo completamente inesperado e evitável, logo após a Ramires ter enviado um balázio à barra. O futebol é assim. Mas em Marselha o Benfica vai mostrar que, como há 20 anos, vai levar de vencida o “onze” francês. A caminho de Hamburgo. Foto: Armando França (AP/Photo)




