domingo, 4 de maio de 2008

David Beckam, o mais valioso

David e Victoria, Hollywood a seus pés.

David Beckam, o “spice boy”, agora no LA Galaxy, é o futebolista que mais ganha no Mundo, entre salários, prémios e publicidade, com um encaixe de 31 milhões de euros anuais. No segundo posto surge o agora caído em desgraça Ronaldinho Gaúcho. O jogador do Barcelona, mesmo passando por uma fase menos boa, arrecada mais de 24 milhões de euros. O “nosso” Cristiano Ronaldo, já com o seu salário actualizado (9 milhões de euros/ano) não entra ainda no pódio, ficando-se pelos 20 milhões de euros/ano, atrás de Lionel Messi, o jogador do Barcelona, que atinge os 23 milhões.
Neste “top 20”, o Chelsea é o clube mais representado, com 5 jogadores. E, no meio da esmagadora maioria de médios e avançados, surgem apenas 2 defesas – John Terry, do Chelsea, e Fabio Cannavaro, do Real Madrid – e apenas 1 guarda-redes, o “merengue”, Iker Casillas, à frente do goleador do Bayern, o italiano Luca Toni, que fecha a lista.

Fonte: “Futebol Finance – a economia e finanças do futebol”

sábado, 3 de maio de 2008

Mais um "tri"


Há graçolas que acabam, mais tarde ou mais cedo, por termos que engolir. No dia do Benfica - Académica, Pinto da Costa, em animada confraternização em Setúbal, exultava com "mais um tri que estão a comemorar em Coimbra". É sabido e reconhecido que a "ironia do costume" do presidente do FC Porto já teve melhores dias e maiores audiências, mas a graçola lá permitiu revelar alguma boçalidade mal disfarçada. O problema é que o Nacional da Madeira, liderado pelo grande amigo de PC, Rui Alves, também quis provar o tri. E a coisa foi tão gira que o autor dos dois primeiros golos foi Fábio Coentrão, o jogador benfiquista emprestado ao Nacional. Para memória futura: FCPorto - 0; Nacional - 3 (Foto: Estela Silva/Lusa)

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Porque não Michel?

Já foi há quase uma semana, mas mais vale tarde que nunca: Michel Preud´homme levou o Standard de Liége à conquista do título belga, o que não acontecia há 25 anos. O agora treinador continua o mesmo percurso que teve como guarda-redes de nível mundial: campeão, sempre campeão. Deixou saudades, muitas saudades, na Luz. Porque não Michel?

A memória (e a História) não se apaga

Foi em 2 de Maio de 1962 - faz hoje 46 anos - que o Benfica venceu a sua segunda Taça dos Campeões Europeus, no Estádio Olímpico de Amesterdão, goleando o Real Madrid por 5-3, com golos de Eusébio (2), José Águas, Coluna e Cavém - exactamente os mesmos que vemos nesta fotografia histórica a beijarem a taça. Porque a memória (e a História) não se apaga.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

PC e a "Visão": cada um tem a sua

O mais impressionante da entrevista que Jorge Nuno Pinto da Costa deu à revista “Visão”, saída ontem, não são as 9 páginas, nem sequer o facto da direcção editorial da publicação ter entendido que a importância da mesma merecia ocupar toda a primeira página – o mais impressionante, repito, é Pinto da Costa não ter dito uma única novidade, nada ter revelado.
O que significa uma de duas coisas: ou os jornalistas foram incompetentes, no que não acredito, ou toda a entrevista foi previamente combinada, pergunta a pergunta. Ou seja, a “Visão”, uma publicação de qualidade e de referência, prestou-se a um serviço que certamente envergonharia alguns dos nomes grandes que fizeram o “O Jornal”, que depois deu lugar à “Visão”, como Cáceres Monteiro ou Fernando Assis Pacheco. Mas, enfim, os tempos são o que são…
Na verdade, custa acreditar que o próprio título da entrevista, uma afirmação de Pinto da Costa – “Não admito ser condenado” – é, ipsis verbis, o que os jornais de 26 de Março fizeram a propósito de uma entrevista que o presidente do FC Porto tinha dado no dia anterior ao Rádio Clube Português.
Mais de um mês depois, Pinto da Costa dá outra entrevista de grande fôlego para dizer exactamente a mesma coisa. O que sugere uma campanha tipo: uma mentira dita muitas vezes passa a ser verdade.
Falar desta entrevista é, assim, escrever sobre coisa nenhuma. Não por acaso, alguns editorialistas de jornais mais afectos à causa portista acharam a entrevista “excelente” e defenderam mesmo que Pinto da Costa é um “produto” altamente vendável – espera-se que não seja como a Depuralina.
Ora, produtos altamente vendáveis são, na música, homens como Quim Barreiros, ou, na literatura, todos os escritores(as) “light”, ou, no cinema, cóboiadas tipo Bud Spencer e Terence Hill – não se pode dizer que uma coisa “altamente vendável” prime pelo bom gosto e pela qualidade.
Adiante. 9 páginas – 9 – sem uma única pergunta sobre o guarda Abel: personagem mítica ou de ficção?; e os “quinhentinhos”?; e o “caso” Calheiros?; e o líquido infecto lançado na cabine do Benfica, obrigando os jogadores a equiparem-se no corredor, antes do jogo nas Antas, em 1991; e Jorge de Brito a sair de ambulância do estádio para não ser reconhecido?; e as agressões aos jornalistas Carlos Pinhão, José Saraiva e Marinho Neves? e o túnel das Antas? – tantos e tantos “casos” ao longo de mais de 20 anos e nem uma simples pergunta? Só se foi para manter o suspense sobre o livro de memórias, que Pinto da Costa disse que não escreveria mas agora admite escrever ainda antes do fim deste mandato.
Depois de muito tempo calado, Pinto da Costa passou ao ataque e com uma estratégia bem montada: repetir à exaustão a “minha (sua) verdade”, sem dela se desviar um milímetro. Espera-se que ninguém se deixe comover. Ah! Uma novidade: Pinto da Costa admite que tem um amigo que fornece “fruta”…

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Lucílio + BES = 2º Sporting

Banco Espírito Santo (BES) e Sporting: unidos pela cor do... dinheiro.
Em bom rigor, não sei quem é o mais culpado: Vítor Pereira ou Lucílio Baptista. O primeiro, presidente da Comissão de Arbitragem da Liga, nomeou-o para o Sporting – Marítimo, sabendo ou devendo saber da existência de um “conflito de interesses”; o segundo foi incapaz de se libertar de alguns condicionalismos psicológicos que perturbaram o seu desempenho na partida, nomeadamente a marcação de uma grande penalidade que não existiu, como toda a imprensa ajuizou, a favor do Sporting.
E o problema é este: Lucílio Baptista, como “O INFERNO DA LUZ” soube e confirmou, é funcionário do BES – Banco Espírito Santo. O BES, por seu lado, como toda a gente sabe, é o principal credor do Sporting Clube de Portugal, num valor na ordem dos 240 milhões de euros.
Unidos por este “nó górdio”, ambos precisam do segundo lugar do campeonato, de acesso directo à Liga dos Campeões, como de pão para a boca. Lucílio, esse, lá vai levando a água ao seu moinho, que isto de conciliar a actividade de árbitro com a de bancário não é tarefa fácil, mas há sempre amigos para fecharem os olhos, em nome de mais altos valores, a muitas “ausências” ao serviço… Não precisam que faça um desenho, pois não?

Post-Scriptum: E quem é o árbitro da Primeira Liga, tido como a maior esperança da arbitragem portuguesa, que também pertence aos quadros do BES?

Os números da nossa "falência"

Cristiano Ronaldo é "apenas" o sexto mais bem pago da Europa.

Não há nenhum futebolista a jogar na Primeira Liga portuguesa entre os 200 jogadores mais bem pagos da Europa. A lista, de 2007/2008, tem a chancela autoral do “Futebol Finance”, um site sobre economia e finanças do futebol, e foi elaborada com base em dados publicados em mais de 50 publicações mundiais que fizeram referência aos salários dos jogadores.
Estes valores, oficiosos, referem-se apenas ao salário pago pelo clube, não estando incluídos prémios nem contratos de publicidade.
Feitas estas referências, passemos aos nomes e números: a lista é comandada por Kaká, o brasileiro do AC Milan, com um salário mensal de 750 mil euros. O último da lista, ou seja o 200º, é Cicinho, o defesa da AS Roma, que ganha 160 mil euros – ex-aequo com Andersson, o ex-portista agora no Manchester United, e Nani, o ex-sportinguista, também no clube inglês de Old Trafford.
A lista tem outras curiosidades. Assim, Cristiano Ronaldo, o “star system” do Manchester United, apenas vem colocado no 6º lugar, com um “míseros” 640 mil euros mensais. Mas sabemos que se incluirmos os prémios e os contratos de publicidade, os valores disparam para números astronómicos.
Os outros portugueses que constam da lista são: Ricardo Carvalho, o defesa do Chelsea, num honroso 94º, com 300 mil euros/mês, logo seguindo por Paulo Ferreira, também do Chelsea, com o mesmo vencimento.
Já o lugar de Figo, o 102º, diz bem do declínio da sua carreira. O ex-melhor jogador da Europa “apenas” aufere no Inter de Milão 290 mil euros/mês. Mais atrás vêm Manniche, do Atlético de Madrid, com 250 mil euros/mês (131º), e Simão, também do A. Madrid, com 240 mil euros/mês (136º). O último português desta lista é Jorge Andrade, da Juventus, a receber 165 mil euros/mês (193º).
Estes números dizem bem de quanto é irrealista pensar no regresso de alguns destes jogadores ao futebol português. Para se ter uma ideia das ilusões que às vezes nos são vendidas, basta verificar que o 121º lugar desta lista é ocupado por um nosso conhecido, o brasileiro Fábio Rochemback - ao que consta de regresso ao Sporting – que aufere 260 mil euros/mês.
Esta é outra das curiosidades desta lista, perceber a falência do futebol português. Aqueles que julgam que os grandes clubes portugueses podem aceder a alguns jogadores mesmo tido por medianos, basta verificar o seu salário para se perderem quaisquer ilusões.
Nos 10 primeiros lugares, encontramos 4 jogadores do Chelsea: Lampard, Terry, Ballack e Shevchenko, com valores que variam entre os 670 e os 620 mil euros/mês – o que explica o facto de Abramovich querer fechar os cordões à bolsa, e o afastamento de Mourinho.

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