
Luís Filipe Vieira acaba de protagonizar na RTPN, no programa “Trio d´Ataque”, uma entrevista histórica e para a história do Benfica e do futebol português.
O Presidente do Benfica e candidato a um terceiro mandato consecutivo à frente da maior instituição portuguesa, abriu o livro e explicou porque o clube de Cosme Damião está hoje mais preparado que nunca para enfrentar os desafios futuros.
Os benfiquistas têm hoje um clube com as suas infra-estruturas desportivas completamente realizadas – quem em Portugal pode assumir o mesmo? Sem nunca chamar a si todo o mérito, numa demonstração de grandeza moral, antes sublinhando os importantes papéis de Manuel Vilarinho e Mário Dias, Vieira foi categórico: “A obra está aí, ninguém a pode negar”.
Rui Moreira, na sua pior prestação de sempre do programa, foi cilindrado por Luís Filipe Vieira, quando o comentador portista tentou desajeitadamente utilizar uma afirmação de Varandas Fernandes, putativo candidato, que endereçou a paternidade do estádio ao empresário Vítor Santos, o conhecido Bibi.
“Se calhar está à espera que Vítor Santos lhe financie a campanha”, atirou Vieira, e Rui Moreira emudeceu. Ou melhor, acrescentou duas piadas de mau gosto, como a de dizer que o Benfica é o clube do regime só porque António-Pedro Vasconcelos disse que a pressão de um presidente do Benfica era idêntica a de um primeiro-ministro.
Ao Rui Moreira cabe perguntar se o seu clube alguma vez teria a grandeza democrática para acolher na sua casa tais comentadores – um do Sporting, outro do FC Porto e um benfiquista desalinhado? Não lhe teria ficado nada mal se sublinhasse esse ponto…
A-PV foi elegante como sempre. Crítico da gestão desportiva de Vieira, permitiu ao Presidente do Benfica a estocada da noite: “É uma ofensa para mim e para a minha família ligarem-me a esse clube (FC Porto)”, disse, lembrando que A-PV referiu num anterior programa não ser Vieira um indefectível benfiquista por alegadamente ser sócio do FC Porto.
Vieira puxou dos seus galões de mais de 50 anos de sócio, contra os 10 de A-PV e disse que não tem nada a ver com o facto de existir uma ficha de sócio com o seu nome no dragão: “Rasgem-na, façam o que quiserem. Não sei quem paga as quotas, nem porque tal ficha existe”, sentenciou Vieira. A-PV emudeceu e mostrou-se vencido. Esta “estória” teve um definitivo ponto final.
Parafraseando Manuel Vilarinho, Luís Filipe Vieira tinha acabado de golear não por 9-1, mas por 10-0. Mas a brilhante exibição não se ficou por aqui. Defendeu e apoiou Rui Costa; penalizou-se pelo despedimento de Fernando Santos; garantiu o Benfica ecléctico e auto-suficiente, demarcando-se de Manuel Vilarinho; elogiou a postura de Quique Flores; confirmou Jorge Jesus e remeteu para o treinador a responsabilidade da frase: “vamos ser campeões” – evitando a acusação de populista.
Outros pontos altos tiveram a ver com José Veiga, que nunca foi a causa da antecipação das eleições. “Ele não é benfiquista, pelo que nunca poderá ser presidente do Benfica”. E colocou os pontos nos is, sobre a responsabilidade de cada um na conquista do título de 2004. “Quem contratou Simão, Petit, Nuno Gomes, Luisão”? A resposta é bem clara para os benfiquistas: Luís Filipe Vieira.
E, por fim, a questão do futebol: “É muito difícil Jesus falhar”, garantiu, acrescentando que todas as decisões do futebol são partilhadas e colegiais, enfatizando o papel de Rui Costa nesta matéria.
Quanto aos próximos dias, uma boa novidade: “Vamos contratar mais 2/3 jogadores para constituir uma equipa super-competitiva e destinada a alcançar o máximo”. A partir do dia 3 de Julho, o futuro é do Benfica.