sábado, 28 de outubro de 2006

VENHAM MAIS TRÊS


Luís Filipe Vieira foi reeleito por mais três anos à frente do Sport Lisboa e Benfica. Não foi surpresa, dado que era candidato único. Nos últimos três anos, Vieira fez muito, muito mais do que prometeu e muito mais do que se estava à espera. Fez um novo Estádio, construiu o Centro de Estágio, consolidou uma equipa de futebol, que levou de novo à Europa, com algum sucesso, recuperou o ecletismo, devolvendo ambição às modalidades ditas amadoras, fez regressar o ciclismo (como já o tinha feito Vale e Azevedo, é justo recordá-lo), recuperou alguma dignidade perdida. No seu estilo muito peculiar, fez calar "os papagaios", e as intrigas internas, se não acabaram, pelo menos, não têm hoje a dimensão pública e a controvérsia de outros tempos. Falta-lhe contudo, ainda, alguma coisa. Arrisco um palpite e um conselho. Palpite: Vieira, o pragmático, o negociador implacável, o empresário de sucesso, quer a cereja em cima do bolo: títulos e mais títulos, e vai investir forte na equipa de futebol. Conselho: aproxime-se mais dos jogadores e da equipa e não deixe que essa ligação essa efectuada por intermediários. Os jogadores sabem quem é o chefe, sabem quem manda, e gostam de ter o líder perto deles. Vieira é o líder, é um homem generoso, cordial, afável, com o coração perto da boca. É presidente para muitos mais anos. É o presidente do povo, à frente do clube do povo.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

E NÃO SE PODE EXTERMINÁ-LO?

Carlos Xistra - Árbitro de Futebol

AVANTI BENFICA


Fabrizio Miccoli não é mais um jogador estrangeiro que chegou, no ano passado, para o Benfica. O "pequeno bombardeiro" italiano é um daqueles jogadores que parece já estarem há muitos anos no Glorioso. A sua garra, a sua tenacidade, a sua coragem, a sua faceta lutadora, faz de Miccoli um dos que verdadeiramente reencarnam a mística benfiquista. Miccoli não tem sido totalmente feliz. As inúmeras lesões já o fizeram perder muito tempo e têm roubado ao espectáculo um dos seus mais arrebatadores intérpretes. Quando joga, Miccoli faz vibrar todo o Estádio e a adrenalina sobe desenfreada nas bancadas da Catedral. No sábado, Miccoli não estará no relvado do Dragão. Para mal do espectáculo e de quem paga bem pago o seu bilhete, independentemente da cor clubística. Mas o futebol português tem razões que a Razão desconhece.

E NÃO SE PODE CALÁ-LO?


José Veiga é um mal-amado no mundo do futebol. Ele é a prova provada de como nem só os treinadores passam de bestiais a bestas. Veiga era, não há muitos anos, uma espécie de "Rei Midas" do futebol. Tudo em que tocava transformava-se em ouro. Luís Figo era a figura principal de um cartaz que reunia as mais cintilantes e a maiores promessas do panorama futebolístico nacional. Depois, veio a Superfute, a empresa gestora de carreiras de jogadores, e a sua contação na Bolsa de Paris. Depois, veio o Estoril, onde foi administrador. Depois, o Benfica, onde era para ser administrador da SAD mas acabou como director-geral para o futebol. Pelo meio, muitas polémicas e alguns "pseudo-escândalos". Do jantar no Sapo, em Penafiel, com o antigo fiscal de linha, Devesa Neto, até às alegadas dívidas ao fisco, à alegada falência da Superfute, e às picardias com Pinto da Costa. José Veiga é um portista arrependido. Foi presidente da Casa do FCP no Luxemburgo e convivia muito com Reinaldo Teles. A sua entrada na Luz, ainda no tempo de Manuel Vilarinho, está por explicar cabalmente. Nos dias que antecedem o Porto - Benfica deste sábado, José Veiga voltou a assumir papel de destaque nos ataques a Pinto da Costa. Ataques pessoais, é justo dizê-lo. Se o mais importante é que a bola entre na baliza adversária, o Benfica sempre foi muito mais do que isso: uma escola, uma arte, uma filosofia de vida, uma estética. Para quem ainda se lembra de nomes como Maurício Vieira de Brito, Fezas Vital, Jorge de Brito, Ferreira Queimado ou Borges Coutinho, o que se tem passado nos últimos dias sabe a fel.

QUEM? O LUCÍLIO?


Lucílio Batista é o árbitro do Porto - Benfica. Não é uma boa escolha. Lucílio não tem personalidade e já o demonstrou ao longo de todos estes anos que leva como árbitro. Além do mais, as suas últimas actuações deixam muito a desejar. Um exemplo: a explusão de Léo no Paços de Ferreira - Benfica, considerada invulgar por quase toda a crítica, e a não expulsão de Quaresma, no Braga - Porto, em circunstâncias quase idênticas. Não me interessa aqui analisar quantas vezes Lucílio prejudicou ou beneficiou o SLBenfica. Deixo essa estatística para uma outra altura. O que sei é que a escolha deste árbitro não abona em nada a inteligência de Vítor Pereira, actual Presidente da Comissão de Arbitragem e ex-árbitro internacional. Vítor Pereira tem uma boa imagem no mundo do futebol, tem um ar moderno e cosmopolita. Não se lhe conhecem "casos" nem "escândalos" de monta. Errou como árbitro, o que é normal, mas passou incólume durante a carreira. Contudo, sempre achei que esta imagem de Vítor Pereira era algo exagerada. O homem não era tão bom assim. Também não é agora altura de apresentar dados objectivos sobre algumas das actuações menos felizes de Vítor Pereira. Sempre achei também que ele era um adepto do politivamente correcto, filosofia de vida na qual não me revejo. Mas, como diz o povo, mais vale cair em graça do que ser engraçado. Vou seguir com atenção as escolhas de Vítor Pereira. Julgo que para sábado, escolheu mal o árbitro. Deus queira que me engane...

terça-feira, 24 de outubro de 2006

HOMEM COM H GRANDE


Bagão Félix é um homem que me habituei a admirar. Ideologicamente, está nos antípodas do que eu penso. Mas isso é um pormenor da vida. Nem sequer o mais importante. Bagão Félix andou pelos gabinetes do Poder. Foi várias vezes ministro. As suas decisões influenciaram, para o bem e para o mal, milhões de portugueses. Mas Bagão Félix nunca se escondeu. Nem na política nem na vida. A sua voz serena, a sua postura de Estado, a sua bonomia tranquila, escondem, porém, um fogo que lhe arde por dentro. Um fogo tornado paixão pelo Benfica. A sua qualidade de benfiquista assumido fê-lo reconhecido por milhões e milhões de portugueses. Hoje, ao ler a "Bíblia", que é como nós chamamos ao jornal "A Bola", deparei-me com uma coluna de opinião de Bagão Félix. Li-a sofregamente. No final, senti orgulho em ter como consócio Bagão Félix.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

KILT COM ELES!!!

Amanhã é o tudo ou nada em Glasgow. O Celtic não é nenhuma pêra doce mas depois da motivante vitória em Leiria, os 3 pontos estão ao nosso alcance. Assim Fernando Santos galvanize a equipa, mostre ambição e transmita essa garra aos jogadores. Além do mais, existe uma motivação extra: o Celtic equipa "à Sporting" e não há nada que nos dê mais gozo do que vencer os lagartos. Força Benfica!
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