quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Uma no cravo, outra na ferradura
Até aqui, tudo bem. O que já não é normal (ou será? é inventarem-se notícias para vender papel nestas alturas de míngua de fontes. Das duas uma, ou a invenção é gratituita, estilo “atirar o barro à parede”, ou as fontes consultadas são tudo menos idóneas.
Ontem, o Record noticiava que Suazo não iria disputar o jogo com o FC Porto, no Dragão, a 8 de Fevereiro. Segundo o jornal, o jogador hondurenho será convocado para o jogo da sua selecção contra a Costa Rica, a 11 de Fevereiro. Ora, ainda segundo o mesmo jornal, como os regulamentos da FIFA obrigam o clube a disponibilizar os jogadores 5 dias antes da partida, Suazo estaria assim fora do clássico.
Hoje, a “A Bola” dá uma versão diferente. Afinal, Suazo joga no Dragão. O hondurenho apenas tem de estar disponível para o jogo da selecção 48 horas antes, o que lhe permite jogar contra o FC Porto.
Outro exemplo. Diz a “A Bola”, em notícia de capa: “Quique Flores quer um novo médio-centro”. Diz o “O Jogo”: “Águias não vão reforçar-se”. Para mentira, mas é verdade. E a questão mantém-se: quem está a mentir? quem está a falar verdade?.
Tudo isto parece de somenos, mas não é. E uma coisa é certa: se os leitores são prejudicados, o Benfica também o é…
Já agora, o “O INFERNO DA LUZ”, que também tem as suas fontes, arrisca dizer: Suazo joga contra o FC Porto; o Benfica está no mercado para tentar retocar o plantel.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Luís Garcia por Di Maria

O “mercado de Inverno” promete. Rui Costa já afirmou que não pretende nenhuma “revolução”, mas acertos e retoques são quase obrigatórios. Desde logo, a questão dos laterais. Para atacar o que resta de primeira volta e toda a segunda, o Benfica precisa de reforços para as laterais, direita e esquerda.
O mercado brasileiro deve ser o escolhido, e a abertura para ceder Léo ao Fluminense ou ao Santos deve ter como contrapartida a contratação de um lateral-esquerdo, jovem e de provas dadas, para fazer companhia e concorrência a Jorge Ribeiro.
Depois, a ala direita. Só Maxi é curto. Também é preciso reforçar esta posição, sob pena de bater o infortúnio à porta e termos que remendar esta posição em altura crítica do campeonato. É melhor prevenir que remediar.
Quique já disse que não precisa de mais nenhum guarda-redes. E é verdade, não precisa. Com Moreira, Quim e Moretto, a posição está assegurada, … para a competição interna.
Passemos ao meio-campo. Aqui, era importante descobrir alguém que pudesse “fazer” de Pablo Aimar. Mais um nº 10 era preciso. Claro que um jogador com estas características não se encontra facilmente, não deve estar livre e o seu preço é sempre proibitivo. Três razões para parecer quase impossível contratar alguém que “pense” o jogo quando Aimar estiver indisponível. Carlos Martins é um jogador com outras características e também tem estado fisicamente inferiorizado.
Impossível? Talvez, se o nosso director desportivo não se chamasse Rui Costa. Assim, tudo é possível.
Mas a grande “troca” deste mercado de Inverno no Benfica deve ser a de Di Maria por Luís Garcia. O “delantero” do Espanhol de Barcelona está, de novo, no mercado. O clube espanhol está no 18º lugar da Liga espanhola, nos lugares de descida, e precisa de encaixar dinheiro.
É certo que Luís Garcia, que esteve nos planos do Benfica no início da temporada, é o melhor marcador da equipa, com 3 golos, mas não quererá cair na segunda divisão e tudo está a tentar para ser libertado.
O sucesso desta operação não pode ser separado do que suceder a Di Maria. O extremo argentino, jogador de selecção, é pretendido pelo Real Madrid, embora não possa ser utilizado na “Champions”.
Os “merengues” estão na disposição de pagar por ele 21 milhões de euros, dos quais 90% para o Benfica e 10% para a Gestifute, de Jorge Mendes. Com esta verba, o Benfica estava em condições de dispor de 9 milhões de euros para ir buscar Luís Garcia, um dos “pedidos” de Quique Flores.
Certo, certo é que Rui Costa vai ter um mês de Janeiro muito agitado, mesmo sem nenhuma "revolução" em curso, como todos desejamos.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
A revolta do Rui é a NOSSA revolta
Rui Costa deu voz à indignação dos benfiquistas. Fez bem. “Há limites para tudo”, disse a “A Bola”. Ninguém quer que o nosso director desportivo se torne um dirigente “arruaceiro”, como o próprio disse que não o será, em entrevista à Benfica TV.Mas os benfiquistas também não querem que o silêncio sobre os prejuízos que a equipa sofre em campo por decisões erradas da arbitragem sejam entendidos como um sinal de que “quem cala consente”.
Não, definitivamente não. Desde o início da época que o Benfica tem sido perseguido pelas arbitragens. Não devemos ter medo das palavras. Em Vila do Conde, na 1ª jornada, foi escamoteado um penálti sobre Aimar, e desde aí tem sido um fartar vilanagem.
Rui Costa conhece bem os bastidores do futebol português. Sabe que, ao contrário de outros países e de outros campeonatos, em Portugal é importante não ficar encolhido quando as malfeitorias do “sistema” nos tocam à porta.
Habituados a ser subservientes ao poder, os “homens do apito” não percebem posturas mais civilizadas e mais cordatas. Rui Costa é um homem do futebol mundial. Trata por tu os grandes nomes dos relvados e dos gabinetes presidenciais.
Mas tem de perceber que Itália não é Portugal. Aqui, a civilização ainda tarda a chegar ao futebol português. Rui Costa quer mudar mentalidades. Ainda bem. O Benfica quer mudar mentalidades, quer um futebol mais transparente, mais sério, mais civilizado.
Isso não quer dizer que não perceba as regras do jogo. Em Portugal, as regras do jogo ainda são aquelas que vigoram há muitos anos, como se viu no final do jogo entre o FC Porto e o Marítimo. O túnel das Antas só mudou de nome, agora é túnel do Dragão, mas os métodos são os mesmos.
O Benfica tem de dizer presente nesta “guerra”. Queremos ser diferentes, mas não queremos passar por burros, nem coitadinhos. Enquanto o futebol português não for uma casa de gente séria, Rui Costa tem de dar a cara em defesa de um clube e de um grupo de trabalho que exige a denúncia de todas as malfeitorias, como a que se consumou na Luz, contra o Nacional.
Não calaremos a indignação e a revolta. As tréguas acabaram. Exigimos arbitragens justas, sérias, idóneas. Rui Costa foi a voz da indignação e da revolta dos benfiquistas. Gostamos de o ouvir. Que a voz nunca lhe doa.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Roubo na Catedral
Benfica - 0; Nacional - 0 - Em tempos idos, José Maria Pedroto chamava-lhes “roubos de Igreja”, expressão que ficou célebre, embora tenha servido mais para anatemizar o Benfica perante os adeptos portistas e começar a construir o “sistema” do que para manifestar legítima indignação perante qualquer erro arbitral.Depois do que vi ontem à noite na Luz, lembrei-me da frase de Pedroto para, glosando-a, dizer que o que o árbitro Pedro Henriques fez ao anular um golo limpo ao Benfica não foi um “roubo de Igreja”, mas sim um “roubo na Catedral”.
Já nos descontos, com muita gente dentro da área, a bola andou ali aos trambolhões até tabelar no corpo de Miguel Vítor estendido no chão (penálti) e ressaltar para o pé de Cardozo, cujo pontapé fulminante levou a bola como uma bala para dentro da baliza do Nacional da Madeira. Golo limpo, golo anulado. Vá lá saber-se porquê…
Acreditar que um erro deste tamanho resulta de incompetência, de lapso involuntário, de falha humana por defeito de visão ou por qualquer outra lacuna, técnica ou física, é acreditar no Pai Natal.
Pedro Henriques tem boa imagem junto da opinião pública, e boa imprensa. Já o apelidaram de o árbitro mais “inglês” de Portugal, em virtude do critério amplo que utiliza ao ajuizar os lances. A carreira de militar deu-lhe a áurea de incorruptível e de não pressionável.
Tudo isto é verdade, mas ontem Pedro Henriques manchou a sua folha para sempre. Quero acreditar que ficou perturbado por isso e mesmo desnorteado. Sentiu o erro tremendo que tinha acabado de cometer.
Só isso explica que, segundo relatos públicos, tenha expulso Nuno Gomes depois do jogo acabar, por alegadas palavras menos próprias do avançado do Benfica. Pedro Henriques, nesse gesto, demonstrou a sua baixeza e a sua falta de carácter.
Nuno Gomes tem vindo a passar momentos difíceis na sua vida familiar, por causa da doença de seu pai. Apesar isso, não pediu dispensa para não jogar. Ontem, mesmo afectado, ajudou o Benfica, com a sua determinação, a sua coragem, o seu carácter. Tudo aquilo que Pedro Henriques não tem.
O que escrevi não invalida que o Benfica tenha feito uma má primeira parte. Onde foi notória a falta de um 10, dada a ausência de Aimar (no banco) e de Carlos Martins (lesionado). A segunda parte foi algo melhor, mas mesmo assim longe do que o Benfica pode e deve fazer.
Quique diz que não acredita no mercado de Inverno, mas vai ser preciso retocar o plantel, sem fazer “revoluções”, como muito bem disse Rui Costa. Fugiram dois pontos, mas vamos em primeiro. E candeia que vai à frente, alumia duas vezes. Foto: José Manuel Ribeiro (Reuters)
Ficha do jogo
12ª Jornada
12ª Jornada
Benfica - 0; Nacional da Madeira - 0
Estádio da Luz (Lisboa)
Árbitro: Pedro Henriques (Lisboa)
Estádio da Luz (Lisboa)
Árbitro: Pedro Henriques (Lisboa)
Benfica: Moreira; Maxi, Luisão, Sidnei e Jorge Ribeiro; Yebda, Katouranis, Ruben Amorim e Di Maria; Suazo e Cardozo.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
sábado, 20 de dezembro de 2008
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