Benfica – 1; Marítimo – 1 (1ª jornada). Homem do jogo: Fábio Coentrão.
O “autocarro” do Marítimo estacionou em frente à baliza de Peçanha e o Benfica não foi capaz de aproveitar as inúmeras oportunidades criadas.
Esta é a síntese possível do jogo da 1ª jornada da Liga, na Luz, que voltou a estar colorida de vermelho da cabeça aos pés.
Os resultados de FC Porto e Sporting, ambos empates a uma bola, mais euforia trouxeram aos benfiquistas.
A equipa entrou estranhamente adormecida e abúlica e Jorge Jesus depressa tirou a gravata vermelha e despiu o casaco.
Percebia-se que faltavam algo para entrar na muralha madeirense. Uma das lacunas da equipa era dejá vu: a falta de laterais que levem a bola à linha de fundo.
Por isso, defendi aqui, no post anterior, que Jesus devia ter utilizado César Peixoto na esquerda. Não o fez, mas penso que o vai fazer na quinta-feira, na Liga Europa, contra o Voltava.
Para além disso, algo estava diferente dos jogos da pré-época. Do que vi, o que estava diferente foi a ausência de circulação de bola ao primeiro toque, entre Aimar, Di Maria, Saviola e Cardozo. Esta falta travou o jogo de ataque da equipa.
Mesmo assim, Cardozo falhou um penálti e as oportunidades perdidas fizeram lembrar um célebre jogo com o Boavista, na Luz, no tempo de Fernando Santos. Apesar do empate, não é tempo para lançar dúvidas, mas para apoiar mais e mais. Há uns anos atrás, um famoso filme intitulava-se "um eléctrico chamado desejo". Na Luz, o filme intitulou-se "um autocarro chamado sorte".



