sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Aprendam a lição

José Augusto, a velha glória, “magriço”, protagonista de páginas de ouro do futebol português, no Benfica e na Selecção, colocou o dedo na ferida, como aqui se demonstra. Premonitoriamente, quase adivinhando o descalabro, disse ontem, antes do jogo com o Metalist para a Taça UEFA, que o discurso do treinador espanhol Quique Flores, ao dizer que o objectivo era a “Champions” (o que na prática significava que bastava ser segundo no campeonato) não era representativo da história gloriosa do clube.
José Augusto sabe do que fala. Ele foi um dos elementos da mais poderosa linha avançada do futebol português de todos os tempos, e uma das linhas avançadas mais célebres do futebol mundial: Eusébio, Coluna, Simões, Torres e José Augusto. Foi protagonista de inúmeras noites europeias de glória. Bi-campeão europeu, o célebre extremo tem hoje na estrutura do Benfica um papel acrescido de importância junto das bases (isto é dos sócios e adeptos) pois foi recentemente eleito presidente da Associação das Casas do Benfica, pelo que as suas palavras merecem muita reflexão.
“Primus inter pares”, “Campeão entre campeões”, José Augusto exigiu mais ambição e dirigiu as suas palavras ao treinador espanhol. Horas depois, numa Luz vazia e fria, o Benfica escreveu uma das páginas mais negras da sua história ímpar.
Não vale a pena dizer que há que ser racional e pensar que era impossível atingir a marca de 8 – 0. José Augusto explicou que isso não é assim e em futebol tudo é possível. Mas pior é que ninguém vai apagar da história este resultado nem este desempenho, como não apagou os 7-0 de Vigo, nem as eliminações do FC Porto aos pés do Wrexham ou do Artmedia.
No final do jogo, Quique modificou o discurso. Ainda bem que o fez. A cultura de exigência, transmitida no discurso presidencial de Natal, ainda não foi totalmente absorvida, mas precisa de o ser rapidamente, antes que seja demasiado tarde.
Na tribuna, a cara de poucos amigos de Rui Costa dizia tudo. O director desportivo, depositário da alma benfiquista, que recebeu de Eusébio, José Augusto, Vítor Martins, João Alves, Diamantino e Chalana (para só falar daqueles que continuam presentes no dia-a-dia do Benfica) tem muito para falar com Quique Flores.
A poucos dias de um jogo de importância vital, contra o Nacional da Madeira, na Luz, é tempo de cerrar fileiras, de levantar a cabeça, mas também de reflectir muito. Ninguém espera outra coisa que não seja o título. Ambição nas palavras e nos actos, é o que os benfiquistas exigem. Para não ter de começar tudo de novo.

PS1 – Este texto ignora o resultado de ontem à noite na Luz. O futuro começa segunda-feira à noite, na Catedral.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Pela boca (às vezes) morre o peixe

Myron Markevic. Quem? Pois é, o nome não diz nada a quem segue o futebol europeu. Aliás, este treinador do Metalist nem existe no “quem é quem” do futebol. Porquê então estarmos a falar desta criatura?
É que, na conferência de imprensa de ontem a projectar o jogo de hoje da Taça UEFA contra o Metalist, Myron Markevic disse que pensar que o Benfica podia ganhar por 8 – 0 (a marca mínima para aspirar a seguir em frente) era uma “piada e uma anedota”.
O senhor está no seu direito de dizer o que quiser, mas podia ser polido, diplomático e sensato, já que inteligente sabemos que não é. Não contente com isto, Markevic ainda disse que o Benfica devia ter pensado no apuramento mais cedo e não agora, no último jogo da fase de grupos.
Eu sei que cada um toma o chá que lhe dão em pequenos, mas as palavras ficam com quem as profere. É difícil e é uma missão quase impossível, mas gostaria de ver a cara e ouvir as palavras do senhor Markevic no final do jogo, se o Benfica espetasse 8 – 0 ao Metalist. Pode ser que pela boca morra o peixe...
Por outro lado, gostaria também que alguém do Benfica metesse o treinador Markevic na ordem mas às vezes parecem mais entretidos a responder a jogadores como Óscar Cardozo que apenas mostrou que é um grande profissional e que não gosta de ficar no banco. Quanto a Myron, não é difícil adivinhar que com esta postura, a sua carreira no futebol europeu não vai deixar grandes marcas positivas.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Cartas do Diabo (11)

Viva,

Pois é. O Benfica tem sido dominado há anos pela comunicação social e por erros de arbitragem. A teoria de que com a equipa certa, com os jogadores certos, com o treinador certo vamos lá, é uma teoria FALIDA, como tenho repetido.
O Benfica não ganha ao Leixões nos 90 minutos, nem nos 120 minutos, por várias razões. Porque o adversário joga acertado e continua em momento de grande confiança. Porque choveu em boa parte do jogo e isso torna o nosso jogo mais dificil de assentar (este aspecto piora quanto melhor for a nossa equipa e agora temos uma, talvez a melhor equipa dos últimos anos). Porque o árbitro geriu os ritmos de jogo assinalando faltas contra o Benfica que não são, e porque não assinalou algumas a favor do Benfica que eram. Porque o árbitro foi condescendente disciplinarmente com alguns jogadores do Leixões e não o foi com alguns jogadores do Benfica. Porque o árbitro não assinalou 1 penalty a favor do Benfica.
Isto é, meu caro: você e toda a nação benfiquista têm de se habituar a perder pontos com equipas que jogam bem. E aí nada a fazer só há que dar mérito ao adversário. Ganhar TODOS os jogos, meu caro, nem com o Eusébio. A questão é que hoje a comunicação social COBRA do Benfica como não cobra do Sporting e do FCPorto. O Benfica praticamente só pode ganhar a Liga. Sim. E o Sporting o que pode ganhar mais? A "Champions"? Por amor de Deus, já li hoje tanta coisa acerca disto que fico banzado. Então a época do Sporting pode ser melhor que a nossa, eles que estão 3 pontos abaixo e 4 derrotas internas a mais?
A facilidade com que a depressão chega aos benfiquistas é apenas reflexo da comunicação social que temos. Os da TVI deram-se ao desplante de nem passarem as palavras graves do treinador do Maritimo: "O Xistra pediu desculpas ao Caneira quando lhe exibiu um cartão amarelo. E o 1º golo do SCP nasceu de uma falta assinalada a favor do SCP quando era favorável ao Marítimo".
Estamos a falar do mesmo Xistra que apitou em Guimarães como se sabe, expulsando o Reyes por 2 faltas de "caca", perdoando uma patada no Suazo, uma entrada a pés juntos sobre o Aimar e um penalty sobre o Aimar.
O que fez a Direcção do Benfica ou o Rui Costa? ZEROOOOOO .... e como quem cala consente, o Olegário voltou a arbitrar o jogo com o Leixões, voltou a errar a favor do Leixões e nós é que fomos eliminados, apesar do Moretto ter feito 1 única defesa em todo o encontro.
Ou seja. Quando a gente assiste domingo a domingo ao escandaloso critério disciplinar dos árbitros, ao 7º ou 8º penalty sonegado ao Benfica em apenas 14 jogos (taça e liga), e ninguém protesta, o que quer que se faça? Há-de haver algum jogo que a equipa não consegue ser superior a tudo isso. Voltou a acontecer com o Leixões.
Mas espere lá. O Leixões não era a grande revelação do campeonato? Ah. Foi quando ganhou ao FCPorto e ao Sporting, ou seja até jogar com o Benfica, agora não é tanto. Quem faz a diferença? A comunicação social, ou não?
Há 15 anos que digo o mesmo: com esta arbitragem nem com 11 Cristianos Ronaldos ganhamos a Liga. E NINGUÉM do Benfica faz nada. Falem, porra, falar não paga imposto e o Paulo Bento fala como ninguém e quem foi ouvido na CD da Liga foi o Rui Costa por qualquer coisa que se passou com o árbitro do Setúbal (mais um roubo, expulsão perdoada a 10 minutos do final a um setubalense).
Eu acredito que você deve pensar "será que este gajo só vê árbitros"? Claro que não. Mas pergunto: onde é que você viu um jogador do FCPorto levar uma patada na cara e o adversário não ser expulso? O que aconteceu ao Sougou, da Académica, na entrada a pés juntos sobre o Fernando, do FCPorto? Porque é que Jorge de Sousa se enganou tanto contra o Setúbal e a favor do FCPorto nas faltas a meio campo (comentário de "A BOLA")? Porque razão Bruno Paixão não assinalou penalty a favor do Braga contra o Sporting após carga de Postiga sobre Meyong? Porque razão não assinalou penalty a favor do FCPorto contra o Sporting por atropelamento de Hulk por parte de Rui Patrício? Porque razão o Olegário não viu o leixonense jogar a bola com o braço no jogo da Liga e não viu o Nuno Gomes primeiro ser agarrado pela perna e depois ver a bola cortada com um braço pelo adversário? Porque razão na mesma situação o Elmano Santos marcou penalty a favor do FCPorto contra a Académica?
Há coisas que SÓ SE PASSAM COM O BENFICA. E a Direcção do Benfica não faz NADA. O ano passado foi igual. Já disse e repito: o Benfica só ficou em 4º porque o Sporting teve MAIS 7 penaltys do que nós, a quem nos foram ROUBADOS uns quantos em vários jogos (Leixões 2 vezes, Guimarães na Luz, Braga na Luz, Boavista no Bessa, etc). E agora? Estamos melhor cá dentro, em parte é verdade. Mas fizemos uma época miserável na UEFA depois do brilharete da eliminação do Nápoles.
O Benfica para ganhar com consistência tem de actuar em 3 vertentes: modelo de jogo (agora sim, está bem, nunca 2 pontas de lança enquanto jogarmos com médios alas de raiz), comunicação social e arbitragem. Enquanto o Benfica não fizer força e mostrar que sabe o que os árbitros andam a fazer e o que os jornalistas andam a escrever... Porque razão os 5 do Barcelona ao Sporting não foram 1ª página da BOLA e RECORD, mas os 5 do Olimpiacos ao Benfica já foram?
Enquanto nós não lhes mostrarmos que já não andamos a dormir, é isto que você vê e expressa: só se pensa em ganhar, entra-se em depressão por cada insucesso, saturamo-nos rapidamente de treinadores e certos jogadores, há intranquilidade que impede o sucesso, etc, etc

Cumprimentos,
Gaspar Costa
Sócio do SL Benfica

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Obsessão Benfica

Um jovem jogador do FC Porto, já imbuído do espírito da casa, afirmou hoje que “o Benfica é a nossa obsessão”. Já todos tínhamos entendido isso há muito tempo. Desde os cânticos insultuosos, jogue o FC Porto com quem jogar, ao Benfica, até às provocações baratas do “líder supremo”, no dragão a “obsessão” está identificada desde décadas.
Poderíamos estar aqui a teorizar sobre o assunto e encontraríamos em muitos compêndios de psiquiatria pistas para a doença. Cura já não há. O FC Porto é um clube regional, mas gostava de ser nacional. O destino traçou-lhe o caminho e cerceou-lhe a ambição. Os seus dirigentes foram de vistas curtas e os adeptos aceitaram a sentença. O complexo de inferioridade é que continuou a germinar dentro de portas. O jovem jogador do FC Porto, autor da frase acima citada, mais não fez do que dar voz a esse complexo.
Mas esta obsessão tem outras facetas e outros protagonistas. Também hoje se ficou a saber que a Federação tenciona modificar o regulamento da Taça de Portugal. Não deixa de ser irónico que esta intenção seja pública após a eliminação do Benfica da Taça.
Os responsáveis da Federação equacionam mesmo introduzir uma fase de grupos, a exemplo do que acontece na Taça da Liga. Sem o Benfica em prova, a preocupação dominante em sede federativa é a diminuição galopante das receitas dos jogos, sendo que 1/3 reverte para os cofres à guarda de Gilberto Madaíl.
É esta a força do Benfica. É esta força que tem de ser respeitada por todos os intervenientes do futebol português. É esta força que nos dá a confiança de que, por muito que tentem, ninguém pára o Benfica.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Uma vergonha que precisa ser denunciada

Leixões - 0; Benfica - 0 (5-4 em grandes penalidades), Taça de Portugal. O futebol português é uma vergonha. Os árbitros portugueses são uma vergonha. O que se passou mais uma vez ontem à noite em Matosinhos, no Estádio do Mar, deve obrigar o Benfica a uma posição dura.
O senhor Olegário Benquerença, que não validou um golo ao Benfica depois da bola ter entrado na baliza de Baía, fez mais uma vez a vénia ao "sistema". Para a história fica a eliminação do Benfica frente ao Leixões para a Taça de Portugal, nos penáltis, mas fica também na memória dos adeptos uma página negra do futebol português.
Três penáltis claros por assinalar na área do Leixões, sendo que o penálti sobre Nuno Gomes é algo que ultrapassa qualquer tipo de tolerância. Para além disso, e depois de 7 amarelos no Funchal, na última jornada do campeonato, o Benfica volta a ser massacrado com cartões amarelos, desta vez foram 5. Não contente com isto, o senhor Olegário deixa por mostrar o segundo amarelo ao defesa direito do Leixões, Vasco, após faltas consecutivas sobre Reyes.
Praticamente fora da UEFA e agora fora da Taça de Portugal, o Benfica tem de concentrar-se completamente na Liga, o principal objectivo da época. A equipa esteve empenhada e lutadora, mas contra 14 elementos não é fácil.
Não basta saber jogar futebol em Portugal, ainda é necessário ter uma postura fora dos relvados que imponha respeito ao "sistema". O que se viu em Matosinhos ontem à noite não pode ficar sem uma resposta. Dura e definitiva.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Quim e o futuro da época

Quim esteve nas bocas do mundo, na semana passada. O guarda-redes do Benfica culminou uma sequência menos feliz de jogos na selecção e no Benfica com uma exibição desastrosa frente ao Vitória de Setúbal na Luz.
Não foi só o resultado (2-2) a deprimir os benfiquistas. Com esse empate, o Benfica perdia uma oportunidade de ouro de ascender ao primeiro lugar do campeonato, mais de três anos depois. Para agravar a situação, o segundo golo, ao cair do pano, foi um daqueles frangos monumentais que nem o próprio Quim deve conseguir explicar.
Os dias posteriores ao jogo devem ter sido terríveis para o guarda-redes do Benfica. Fui dos que defendi, desde a primeira hora, que Moreira devia ir para a baliza, no jogo seguinte, com o Marítimo, no Funchal – um dos jogos mais complicados do campeonato.
Quique escondeu a decisão até ao último momento, e fez bem. E depois tomou a decisão mais acertada, com a escolha de Moreira, como se confirmou. Isso não quer dizer que Quim, que não ficou no banco dos suplentes, deva ser crucificado. Nem pensar.
Convém dizer que Quim nunca foi um bem-amado na Luz, mas o carácter e a personalidade do antigo guarda-redes e capitão do Sporting de Braga permitiu-lhe ascender, por mérito próprio ao lugar de nº 1 do Benfica e da Selecção.
Quim também nunca teve boa imprensa. Talvez a sua falta de carisma, a sua excessiva discrição, o seu temperamento moderado, de homem de poucas falas e muito reservado, nunca tenha ajudado a cimentar uma estreita relação com os “media”.
Seja como for, repito, Quim não deve ser crucificado, e se muitos tentam prejudicar o Benfica através da “execução pública” do nosso guarda-redes, os benfiquistas devem estar atentos e unidos na defesa de Quim.
É por isso que esteve bem Quique Flores, ao sair em defesa de Quim e ao protegê-lo da voragem daqueles que o querem já “morto e enterrado”. Estou certo que é da maneira como o treinador e o grupo de trabalho souber preservar, proteger e defender Quim, nesta fase difícil da sua carreira, que se pode jogar muito do futuro da época.
O balneário tem de estar blindado, os jogadores têm de ser solidários, o treinador não pode isolar ninguém. Só assim se cria espírito de corpo, de união e de solidariedade. É reconfortante ver que o grupo de trabalho está a seguir nesta direcção. E aqui, o papel de Rui Costa é, mais uma vez, decisivo.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O lugar do Rui

A presença de Rui Costa num dos bancos junto ao relvado do Estádio dos Barreiros no Funchal, bem próximo do evoluir dos acontecimentos e dos jogadores, foi alvo das mais diversas especulações.
O que fazia ele ali? Porquê o administrador da SAD no banco? Ah, também é o director desportivo? E depois? Será que estava ilegal, como quando entrou no relvado em Guimarães e em Coimbra?
As questões, mais ou menos anedóticas, foram muitas. Todas protagonizadas por adeptos dos nossos principais adversários. E, acreditem, que acho que todas estas interrogações têm razão de ser. É sinal de que estão preocupados com o Benfica.
Eu, que me habituei a ver Rui Costa evoluir nos relvados como um génio do futebol, depois de passar a usar fato e gravata no gabinete, nos treinos, na tribuna, ou no relvado a abraçar os jogadores no final do jogo, gostei de ver Rui Costa ali.
Não porque a sua presença bem perto do treinador e dos jogadores constitua um sinal de pressão reforçada e uma injecção suplementar de responsabilização, mas porque é ali o seu lugar.
Como gostam de dizer alguns “experts” do fenómeno desportivo, um jogo de futebol é decidido nos detalhes. E o Benfica tem perdido muitos jogos e muitos campeonatos por, às vezes, não estar atento aos detalhes.
No passado, o presidente do FC Porto sentava-se no banco de suplentes. A sua presença, aliada à imagem de senhor todo-poderoso do futebol português, foi, seguramente, factor decisivo para muitas e muitas vitórias do FC Porto.
Essa função foi, posteriormente, delegada em Reinaldo Teles, o fiel escudeiro, conhecedor como ninguém dos cantos no túnel das Antas. Quantos campeonatos, quantas vitórias foram conseguidas com base nos “sinais” emitidos por Reinaldo Teles?
Hoje, no FC Porto, os tempos são outros e, a face mais visível é o facto de nem Pinto da Costa nem Reinaldo Teles já estarem sentados naquele banco, embora a sua “longa mão” ainda faça muita mossa. Mas a crise envergonhada por que passa o FC Porto também tem a ver com estas ausências.
Não quero que o Benfica copie estes maus exemplos. Longe disso. Mas os adversários e os árbitros precisam de sentir bem perto de si a face da autoridade, da credibilidade, da defesa de princípios e de valores. E, principalmente, o rosto de quem está ali para não deixar que o Benfica seja prejudicado.
Gosto de ver Rui Costa ali. De mangas arregaçadas, como quem está também lá dentro a ajudar. Quem passa toda a semana junto ao plantel, não pode depois, no dia mais importante, ficar na bancada a gesticular quando as coisas correm mal. Nem vir a correr abraçar os jogadores quando as coisas correm bem, ou insurgir-se contra os árbitros quando correm mal.
Não sei se Rui Costa vai continuar a ocupar esse lugar. Imagino que esteja a reflectir nas vantagens e nas desvantagens. Eu sei que o caso do Funchal foi especial, até por causa das especificidades do Estádio dos Barreiros e da colocação dos balneários, mas acho que Rui Costa devia estar junto ao relvado nos próximos jogos. Seja qual for a sua opção, o Benfica tem muito a ganhar estando atento a estes detalhes. Muitas vezes são eles que ganham jogos e campeonatos.
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