segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Cardozo como Néné (e outros mal e bem-amados)

Tenho uma especial predilecção pelos mal-amados. Foi assim com Néné, o homem que não sujava os calções. Foi assim com Vítor Baptista, o maior. Foi assim com Vítor Martins, o garoupa, não mal-amado mas desafortunado. É assim com Cardozo.

O paraguaio, goleador-mor das últimas épocas, é um mal-amado do Terceiro Anel, como o foram Abel Xavier, Quim, Michael Thomas ou muitos outros estrangeiros que na loucura dos anos Vale e Azevedo aterraram na Luz – todos com razões mais que suficientes para serem mal-amados.

Cardozo não. Quase a tornar-se o maior goleador estrangeiro de sempre do Benfica, julgo que ainda suplantado, mas por pouco, por Mats Magnusson (este um bem-amado, ao contrário de Michael Maniche, um injusto mal-amado), Óscar Cardozo, ou Tacuara, é já um nome incontornável na História do Benfica.

Não corre muito? Néné também não. Não luta muito? Néné também não. Marca que se farta? Néné também… sim. Cardozo esteve ausente na primeira partida do campeonato. O Benfica empatou a 2 e perdeu ingloriamente 2 pontos.

Depois, veio o Feirense e Cardozo desbloqueou o jogo, que caminhava para um escandaloso empate. Depois o Twente provou a capacidade letal de Tacuara. Mais tarde, na Madeira, contra o Nacional, um golpe de cabeça perfeito iniciou uma vitória complicada e muito importante.

Cardozo como Néné. Os golos ao ritmo dos assobios. Mas um bocadinho de gratidão e de justiça não ficavam nada mal, pois não?

2 comentários:

  1. Errado, amigo, é mesmo o maior, já passou o Mats... errado também quanto ao 'correr' do Nené: era dos avançados mais rápidos da Europa, aí o problema eram mesmo os calções e a falta de trabalho que dava às lavadeiras!

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  2. merecido post ao Cardoso.

    bem visto amigo Carlos.

    saudações Benfiquistas

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