quinta-feira, 10 de abril de 2008

Para memória futura

Quando se tem a coragem de falar em "jogos viciados" e todos parecem ficar indignados; quando o Apito Dourado passa a Apito Final e, em desespero de causa, se berra contra os "vermes" e se reacende a luta Norte-Sul; quando uns pretendem "limpar" a imagem do futebol português e outros pretendem manter o "status quo" - é preciso não ter a memória curta.
Entrar na máquina do tempo e viajar 20 anos atrás, é o que nos propõe um excepcional texto de análise e investigação que não posso deixar de aconselhar toda a gente a ler. Li-o com um misto de perplexidade e de indignação, de repulsa e de espanto, de nojo e de revolta. Ei-lo AQUI.
Não sei que sensações e emoções vão ter cada um dos que o lerem. É colocar a nu, sem cortinas de fumo, sem manobras de diversão, sem lançar areia para os olhos, 20 anos de mentiras, vigarices, jogo sujo...
Vi e vivi muitos dos episódios ali contados e recordados. Mas muitos ficaram por contar e recordar. Conto mais dois para juntar ao rol:
1º - Tirsense - FC do Porto, início da década de 90, à entrada para os últimos 15 minutos, com 0-0, Caetano isola-se, passa por Baía em direcção à baliza deserta. Recordo-me de me levantar de um salto e, nos segundos seguintes, assistir a um dos mais despudorados "roubos de igreja" de que há memória. Fora da área e com as mãos, Baía tira a bola dos pés de Caetano, evita o golo do Tirsense, e passa totalmente impune. Sabem quem era o árbitro? Carlos Calheiros.
2º - Lembram-se do Leça FC? Pois este clube de Matosinhos, que nunca conseguiu ombrear com o histórico Leixões, esteve durante 3 épocas consecutivas na I Divisão, de 95 a 98. Aqui chegados, os leceiros procuraram aproveitar o ocaso do Leixões para ascender a primeiro clube do concelho. Para isso, nada melhor que uma "parceria" com o FC do Porto, com a vantagem de portistas e leixonenses não morrerem de amores uns pelos outros.
A "parceria" consistiu no empréstimo de "camionetas" de jogadores azuis ao Leça e, para que não faltasse nada, até um treinador lhe arranjaram, o ex-capitão azul-e-branco, Rodolfo Reis. Está bem de ver como foram os jogos entre Leça e FC do Porto nesses "dourados" anos. Um portento de verdade desportiva... E ainda há muito mais...

1 comentário:

  1. Jorge Perfeito12 abril, 2008 00:43

    Eu gostava que alguém me explicasse, estou a falar a sério não perecebo, porque se pode ter jogadores emprestados a clubes que vão ser competir no mesmo campeonato. Na nossa vida profissional era o mesmo que eu ter um chefe e não o defender ou seja fazer o jogo dele.
    Eu não percebo, mas sinceramente não sei

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