domingo, 6 de abril de 2008

Perceberam, agora...?

Angel Di Maria nem quer acreditar que o futebol português seja tão perverso. O jovem jogador argentino julgava que o futebol era só fintar, rematar, meter golos. Não é não, em Portugal não é. Foto: Miguel Vidal/Reuters
Boavista - 0; Benfica - 0 (25ª Jornada). Se alguém tinha dúvidas sobre o significado das palavras de Fernando Chalana no final do Benfica – Paços de Ferreira (“querem-nos empurrar para baixo”, disse então o “pequeno genial”), esta jornada deve ter dissipado todas essas dúvidas.
Uma conjugação pérfida de arbitragens - nos jogos Paços de Ferreira – V. Guimarães, com prejuízo claro dos pacenses, e no Sporting – Sp. Braga, com os bracarenses a verem um golo invalidade e um penálti não marcado contra os verdes, terminando numa arbitragem vergonhosa no Boavista – Benfica, com 2 penáltis não marcados contra os boavisteiros e várias entradas a “matar” dos do Bessa que ficaram impunes – visa apenas o que já se sabia há muito: o “sistema” está moribundo mas tenta ainda, desesperadamente, sobreviver, e essa sobrevivência passa por afastar o Benfica da Liga dos Campeões.
Aliás, é sintomático verificar jornada após jornada os benefícios que têm sido concedidos ao Sporting – contra o Braga, hoje, mas já o mesmo havia acontecido contra o Benfica e, vejam bem, até contra o V. Setúbal, na final da Taça da Liga – e ao V. de Guimarães – contra o Paços, como se referiu, e contra o Marítimo.
O “polvo” joga em vários tabuleiros, não vá o diabo tecê-las. É dentro deste plano maquiavélico que se encaixa o facto do presidente do Vitória de Guimarães, um tal Emídio Macedo, ter sido o primeiro dirigente a dar os parabéns a Pinto da Costa pela conquista do campeonato – logo este Macedo que, ao que me dizem, até se vangloriava de ser benfiquista, como Pimenta Machado. É que o Guimarães joga dentro de duas jornadas com o FC Porto, e este já não precisa de pontos… Portanto...
Num dos melhores jogos do campeonato, senão o melhor, o Benfica podia e devia ter goleado, tantas e tantas foram as ocasiões de golo. Um Peter Jehle (qual a razão porque os guarda-redes têm esta estranha tendência para fazer grandes exibições contra o Benfica? – estou a lembrar-me de alguns, como Pedro Roma, Costinha, Wiliam, que depois contra “outras” equipas, deixavam entrar “frangos”) e um Lucílio Baptista em grande plano, impediram a vitória.
Numa equipa de grande competitividade e talento, há a realçar o regresso de Petit às boas exibições, e, do lado negativo, apenas o sub-rendimento de Rui Costa. Ai se o “maestro” estivesse a 50%...
O resto de campeonato promete grandes movimentações nos bastidores, e muita atenção para os árbitros a nomear para as meias-finais da Taça de Portugal: Sporting – Benfica e V. Setúbal – FC Porto. Porque será que todo este “puzzle” me faz lembrar a santa aliança de há uns anos atrás entre Sporting e FC Porto?

6 comentários:

  1. Pois quando não se sabe ganhar a culpa é dos arbitros sempre com o Benfica ou com qualquer um...
    Neste jogo tudo ficaria igual em 'casos'...mas à força não se ganha.

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  2. Mas sabes o que me deixa contente?

    É com alegria e raiva já damos baile. Somos equipa má... mas damos baile (a segunda parte dos 2 últimos jogos foi terrível).

    E não é com equipas com emprestados que tentam não correr (como fizeram Setúbal, Académica, Paços, Leixões contra os dourados). Não... é contra equipas de 14 que entram a matar em cada lance e tudo fazem para irritar os adversários.

    Temos que lutar e ir à LUZ nas próximas jornadas... rebentar com as costuras e dizer aos CORRUPTOS que acabou a brincadeira.

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  3. O Macedo foi o primeiro a dar os parabéns ao Pinto da Costa!!!???

    Está tudo explicado.....

    Um abraço da águia

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  4. Esta história do Benfica querer influenciar os árbitros para os próximos jogos é uma história já conhecida.

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  5. Está tudo explicado o quê ?
    Ou já não se lembram quando o Vieira festejava com Pinto da Costa as derrotas do benfica ?
    Pinto da Costa é o mesmo,Vieira é que mudou.
    E quanto a meter a PJ no futebol dou uma sugestão:comecem por investigar a actuação do Jorge Ribeiro ontem á noite.
    O penalty,os erros e o resto,
    Talvez lá para o fim da temporada alguém possa dizer..."está tudo explicado..." !
    Quanto ao resto,e para não me chatear muito,só digo uma coisa:
    Não metam o Vitória nas teorias da conspiração que visam explicar os insucessos do benfica.
    Não temos nada a ver com isso.
    Se os vossos jogadores não fossem consistentemente uns nabos a dois metros da baliza talvez outra sorte vos sorrisse.
    Chega de desculpas.
    O Porto é muito melhor equipa e o Vitória joga muito melhor.
    Nós é que temos sobejas razões do sistema.
    O slb só se pode queixar de si próprio

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  6. Francisco António10 abril, 2008 07:44

    è de lamentar a afirmações aqui proferidas contra o SLB. O Futebol português vive um momento muito prreocupante.Que em vez de nos vangloriarmos deviamos era reflectir. Por isso estou de acordo com o presidente do meu clube LFV todos temos de nos preocupar. Por vários motivos. A baixa qualidade dos arbitros como se pode verificr pela participação de arbitros portugueses a arbitrar jogos da FIFA. Em 32 equipas de futebol profissional 16 têm salários em atraso. Das sete equipas que participaram em competições internacionais na epoca 2007/2008 só uma continua em prova. Nos últimos quinze anos quatro clubes venceram o campeonato nacional e uma delas o Boavista vive a situação que se conhece as outras duas: o Benfica saiu de uma situação financeira clamitosa muito recentemente e o Sporting vive apertado pelas imposições bancárias. Os Estádios construidos para o Euro 2004 o do Feirense desaparceu, o Beira-mar foi para a segunda divisão, o Vitória de Guimarães já lá esteve, o Leiria vai agora para lá. Só um clube não tem problemas finaneiros, nem desportivos, ganhou o campeonato com 18 pontos de avanço dos segundo classificado. A situação do Futebol português, não tem paralelo nos países da União Europeia. Recorda-me o futebol da república dominicana dos anos sessenta que Mario vargas Ilosa retrata num livro genial a Festa do Chibo.

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